O número de vítimas das chuvas que castigaram a Região Serrana do estado do Rio de Janeiro subiu para 710, segundo um boletim divulgado nesta terça-feira, 18, pela Defesa Civil.
Os trabalhos de resgate estão concentrados em áreas que ainda permanecem isoladas após terem sido bloqueadas por toneladas de terra, lama e pedras que deslizaram das montanhas e soterraram centenas de casas.
Segundo o boletim da Polícia Civil, a cidade mais afetada pelas chuvas foi Nova Friburgo, onde o número de vítimas chega a 335.
As equipes de resgate também encontraram 292 corpos em Teresópolis, 62 em Petrópolis e 21 em Sumidouro.
O número de mortos pode aumentar, já que as equipes de resgate ainda buscam quase 200 pessoas que não foram localizadas pelos familiares.
Segundo a Defesa Civil, pelo menos 6.050 pessoas perderam suas casas e 7.780 tiveram de abandoná-las temporariamente e se abrigar em ginásios e escolas públicas.
O Governo Federal, que mobilizou vários ministérios para atender aos desabrigados e reforçar as equipes de resgate, enviará nesta terça-feira, 18, dois ministros à região.
Por determinação da presidente Dilma Rousseff, que na quinta-feira passada visitou as áreas mais afetadas com sete membros de seu Gabinete, os ministros da Defesa, Nelson Jobim, e Justiça, José Eduardo Cardozo, retornarão nesta terça-feira à Região Serrana para supervisionar os trabalhos de resgate e de reconstrução.
Além de 1,5 mil socorristas do Corpo de Bombeiros, da Defesa Civil e da Polícia, cerca de mil membros das Forças Armadas e da Força Nacional de Segurança participam dos trabalhos de resgate.
As operações de resgate passaram a ser coordenadas no final de semana pelas Forças Armadas, que montaram uma base aérea de operações na Granja Comary, o campo de treinamentos da seleção brasileira de futebol em Teresópolis.
Segundo um estudo divulgado na segunda-feira pelo governo, cerca de 5 milhões de pessoas vivem em 500 áreas de risco no país.
Os números foram divulgados pelo ministro de Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, em um ato no qual anunciou a criação de um sistema de alarme e prevenção de desastres naturais que estará pronto para operar em quatro anos.
A imprensa brasileira destacou nesta terça-feira que em 2005, após outra tragédia provocada pelas chuvas, o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva também anunciou que montaria um sistema de alarme mais eficaz.