Os jornais mostram, os médicos alertam. As histórias são tristes, mas elas se repetem em todo o Brasil. Em cidades grandes, em cidades médias e pequenas. Por que os casos de acidentes com motos só aumentam?
Aos 27 anos de idade, ainda à espera da formatura em Relações Públicas: uma nova carreira por começar e um imenso desafio a vencer.
“Sofri um acidente de moto, não consegui salvar a perna por causa do esmagamento do nervo em uma lesão aberta. Em função da infecção, tive que amputar a minha perna. Eu estava de carona com o meu irmão", conta a estudante Juliana Batistel.
Juliana acaba de receber alta. Ficou 15 dias internada em um hospital onde outros motociclistas acidentados se recuperam de cirurgias. São quase sempre jovens. Acabam tendo pinos e parafusos implantados nos ossos para corrigir fraturas múltiplas.
“As vítimas são muito mais graves e muitas delas com sequelas, que têm mutilações e muitas vezes sofrem amputações decorrentes da gravidade do acidente”, comenta o chefe da ortopedia, Marion dos Santos.
Embora representem apenas 25% da frota de veículos, as motos lideram disparado a estatística do DPVAT - o seguro cobrado de todos os proprietários de veículo automotor e pago a vítimas de acidente de trânsito. Em 2010, 60% das indenizações foram para motociclistas.
Em Curitiba, de cada duas viagens das ambulâncias dos bombeiros, uma já é para atender motociclistas.