De acordo com o Ministério das Relações Exteriores não há informações de brasileiros mortos no terremoto que atingiu o Japão nesta sexta-feira, segundo reportou a Embaixada do Brasil em Tóquio ao Itamaraty. A chancelaria brasileira informa ainda que se trata de um primeiro informe, após o tremor de 8,9 pontos na escala Richter.
Segundo a embaixada, as regiões mais atingidas ficam no nordeste de Tóquio, onde o número de brasileiros é reduzido e as comunicações estão prejudicadas. "Os celulares estão funcionando com limitações e a telefonia fixa, em Tóquio, com alguma irregularidade", diz a nota divulgada no site da embaixada.
O terremoto causou a morte de pelo menos 59 pessoas, informou a agência japonesa Kyodo. A agência AP, por sua vez, cita a Polícia japonesa e confirma que ao menos 40 morreram e pelo menos 39 estão desaparecidos.
De acordo com o Instituto de Geofísica dos Estados Unidos (USGS), o tremor ocorreu às 14h46 (02h46 de Brasília). A agência de meteorologia japonesa, por sua vez, afirmou que o terremoto aconteceu a pouco mais de 100 km da costa nordeste da ilha de Honshu, e foi o mais violento a atingir o país.
O USGS, por sua vez, indicou que o tremor foi o sétimo pior da história mundial. A agência japonesa e o instituto americano, entretanto, divergem quanto à magnitude e profundidade do sismo: enquanto o USGS reportou um terremoto de magnitude 8,9 a 24,4 km de profundidade, a agência de meteorologia indicou magnitude 8,8 e cerca de 10 km de profundidade.
"Um terremoto desta magnitude tem o potencial de gerar um tsunami devastador, capaz de atingir a costa próxima em poucos minutos e regiões mais afastadas em questão de horas", indicou o USGS em um comunicado.
Na capital Tóquio, cerca de quatro milhões de pessoas estão sem eletricidade, e a zona portuária foi inundada. O governo faz o melhor que pode para coordenar as operações de resgate, "levando em consideração que o terremoto pode ter causado danos gigantescos", declarou à imprensa o porta-voz Yukio Edano.
O USGS alertou para o risco de novos tsunamis em quase todo o Oceano Pacífico, da Austrália à América do Sul e Central. O Centro de Alerta de Tsunamis do Pacífico, por sua vez, incluiu em seu alerta o estado americano do Havaí, Austrália, Nova Zelândia e toda a costa sul e centro-americana no Oceano Pacífico.