Em 2009 foram 808 casos oficiais, e em 2010, 877 notificações com 60 óbitos anuais. O aumento de casos foi superior a 28% de um ano para o outro. Em 2010, Campo Grande teve 259 pacientes com tuberculose, enquanto Dourados 75, Três Lagoas 32 e Corumbá 68 notificações.
Nos últimos 10 anos a cura dos casos novos diagnosticados ficou em torno de 70%, bem abaixo dos 85% idealizado pela OMS (Organização Mundial de Saúde).
De acordo com a pneumologista e professora universitária Ana Maria Campos Marques, nos primeiros quinze dias de tratamento, o paciente já sente melhora e, por isso, em muitos casos abandona prematuramente o tratamento de seis meses.
“A tuberculose tem cura e a única maneira de tratar é com um pré-diagnóstico precoce, tratamento correto e prevenção”, diz.
Nesta quinta-feira (24), aos 100 anos da descoberta do bacilo causador da Tuberculose (Mycobacterium tuberculosis), a OMS celebra o Dia Mundial de Combate a Tuberculose.
O agravante da doença é que cada paciente bacilífero, se não tratado, pode infectar de 10 a 15 pessoas por ano. A tuberculose ainda mata cerca de 4,7 mil pessoas por ano no Brasil.
Atualmente, o País ocupa o 19º lugar entre os 22 países responsáveis por 80% do total de casos de casos no mundo.
De acordo com o Ministério da Saúde, os sinais e sintomas mais frequentes são tosse seca contínua no início e com presença de secreção por mais de quatro semanas, transformando-se em uma tosse com pus ou sangue.
Há ainda cansaço excessivo, febre baixa geralmente no período da tarde, sudorese noturna, falta de apetite, palidez, emagrecimento acentuado, rouquidão, fraqueza e prostração.
A transmissão da tuberculose é direta, de pessoa a pessoa. O doente expele, ao falar, espirrar ou tossir. Pessoas com aids, diabetes, insuficiência renal crônica, desnutridas, além de idosos doentes, alcoólatras, viciados em drogas e fumantes são mais propensos a contrair a tuberculose.
Para prevenir a doença é necessário imunizar crianças de até 4 anos – sobretudo as menores de 1 ano – com a vacina BCG. A prevenção inclui ainda evitar aglomerações, especialmente em ambientes fechados. Segundo especialistas, quem apresentar os sintomas deve procurar a Unidade de Saúde mais próxima de sua casa.