Ontem pela manhã, quando a Comissão de Saúde da Câmara dos Vereadores visitou as instalações da Santa Casa que estão superlotadas, e as outras que devem receber novos equipamentos, faltou uma passada pelo 6° andar onde funciona a pediatria.
Conduzidos pelo presidente da Junta de Intervenção, Jorge Martins, pelo diretor clínico, Luiz Alberto Hiroki Kanamura e pelo diretor técnico Geraldo Marcos de Faria , os vereadores e a imprensa deixaram de ver uma ala inteira do hospital fechada desde 2005.
Segundo a direção da Santa Casa, ala está à espera da instalação de uma CTI pediátrica e o fato não ocorreu por falta de equipamentos e verbas para custeio da equipe. O projeto continua esperando recursos públicos.
Além de salas desativadas, trancadas a cadeado, lotes de dois tipos de medicamentos estão estocados ali em pilhas e pilhas de caixas, no que se tornou um depósito improvisado, exposto ao calor e ao sol, contrariandos as próprias recomendações dos fabricantes.
Um dos medicamentos, Glicose a 5%, destina-se ao tratamento cotidiano e, segundo Jorge Martins, o estoque se justificaria. Para o outro, de nome comercial Purisone SM, que é um líquido usado na irrigação vesical, ainda não houve explicação.
Fora isso, dezenas de prontuários também estão empilhados em uma das salas. A direção da Santa Casa diz que são prontuários muito antigos, mas que não podem ser inutilizados.