Na segunda-feira, 2 de maio, acontece uma reunião entre a diretoria do Centro Comercial Popular Marcelo Barbosa da Fonseca, o Camelódromo de Campo Grande, e os donos dos 469 boxes instalados no local para discutir sobre a venda de intens que são produtos de roubo e que são comercializados por lá livremente.
A Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) tem informações de que o Camelódromo nos últimos tempos se transformou em um mercado negro para venda de produtos de furtos e roubos, em especial eletroeletrônicos como placa, HD ou computadores inteiros.
Depois da prisão de uma mulher que havia furtado um notbook da Procuradoria Geral do Estado iniciou-se as investigações que resultaram na descoberta do comércio ilegal no complexo comercial popular.
O delegado Fábio Peró, da Derf, orienta aos consumidores que eles podem ser enquadrados como receptadores caso sejam flagrados com produto de roubo, bem como o dono do box.
“O ideal é que na falta de uma nota fiscal, o cliente exija que o vendedor preencha de próprio punho um destes recibos comuns e ali coloque os dados de quem vendeu, que banca, data e espeficique a compra no local”, disse. Isto isenta o comprador de uma acusação de receptação.
O presidente da Associação dos Vendedores Ambulantes de Campo Grande, Vicente Reinaldo Peixoto disse que todos os comerciantes do Camelódromo vão participar da reunião segunda-feira, marcada para as 8h da manhã.
“Vamos passar a gravidade do assunto pra eles. Este tipo de coisa traz uma imagem negativa para o nosso centro comercial. A administração não vai tolerar este tipo de atitude”, alerta.
Vicente revela que em cada portão de acesso ao Camelódromo existe um vigilante que é orientado a observar a movimentação de pessoas suspeitas e entrada de objetos também suspeitos e, assim, evitar a venda ilegal.
Embora os eletroeletrônicos sejam o alvo da reunião, Vicente Peixoto lembra que todos os vendedores serão alertados sobre a prática ilegal.
Ele pondera que a região onde está o centro comercial é bastante vulnerável por conta da movimentação de dependentes químicos e grande fluxo de clientes não só do Camelódromo, mas tabém do mercadão municipal e da Pedra (local onde acontece compra e venda de automóveis).