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MS começa a vacinar o rebanho bovino contra a febre aftosa

Nesta primeira etapa da campanha deve ser vacinado todo o rebanho. Aumento no preço da vacina surpreendeu os pecuaristas do estado.

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Começou nesta semana um período muito importante para a sanidade animal em Mato Grosso do Sul. E o produtor tem que estar atento as mudanças da campanha de vacinação contra a febre aftosa. Como a vacinação é de todo o rebanho bovino e não apenas dos animais com até 24 meses.

Gustavo Coelho Jardim aproveitou o início da campanha para vacinar logo todo o rebanho. Ele cria 800 cabeças de gado e toda a imunização deve durar aproximadamente 15 dias. O pecuarista, que também é veterinário, lembra que é preciso tomar alguns cuidados na hora da aplicação.

A vacina deve ser conservada em uma temperatura de 6ºC e a seringa deve estar limpa. A recomendação é trocar a agulha a cada dez aplicações.

“Nós recomendamos que o isopor tenha no máximo a metade do seu volume total em gelo. E que um terço deste volume seja ocupado pela vacina”, explica.

Alta no preço da vacina
Nesta primeira etapa o pecuarista comenta que foi surpreendido ao encomendar as vacinas. Gastou R$ 1,2 mil. Bem mais do que no ano passado. “O impacto geralmente é negativo. Porque nós não temos a valorização da arroba da mesma forma que temos nos insumos utilizados. Então hoje, nós temos um aumento da vacina de 20% a 30% e a arroba do gado não acompanha essa valorização. Isso resulta em um aumento dos custos de produção”, comenta Jardim.

Nas lojas de produtos veterinários em Campo Grande, a dose da vacina está sendo vendida entre R$ 1,40 e R$ 1,60. Neste mesmo período do ano passado, o custo da vacina era de R$ 1,20, o que representa um reajuste de mais de 30%.

O dono de uma das lojas que comercializa a vacina na cidade, Luiz Antônio Solano, encomendou 300 mil doses da vacina. Ele explica que o aumento veio da indústria e teve que ser repassado ao pecuarista.

“Segundo alegações dos laboratórios, o aumento ocorreu em razão dos custos de aprimoramento, para colocar no mercado vacinas mais eficientes. Isso demandou vários investimentos. Além disso, as exigências do Ministério da Agricultura também aumentaram. Dessa forma, está mais caro produzir uma vacina e também conseguir colocá-la no mercado”, ressalta.

Mudanças na campanha
E nesta campanha os produtores devem estar atentos a algumas mudanças. Antes, somente os animais com até dois anos de vida eram vacinados na primeira etapa. Agora, todo o rebanho deve ser imunizado. Em Mato Grosso do Sul são quase 22 milhões de cabeças.

A primeira etapa da campanha vai até o dia 31 de maio. Neste período deverão ser imunizados os rebanhos criados nas áreas de planalto e nas regiões de fronteira com o Paraguai e a Bolívia, onde antes era a Zona de Alta Vigilância Sanitária (ZAV).

No Pantanal, os pecuaristas que optarem por vacinar nesta etapa terão mais 15 dias de prazo, até 15 de junho.

Não basta apenas vacinar o rebanho. O pecuarista também precisa registrar o gado no órgão de defesa sanitária para atualizar a idade e o número de animais na propriedade. Ele vai receber uma declaração de estoque e deverá entregar o documento na agência fiscal do estado até o dia 15 de junho.

A medida, segundo o governo, é para implantar um cadastro único com informações fiscais e sanitárias do rebanho. A tecnologia também deverá facilitar a vida do produtor. Esse sistema está sendo avaliado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA).

Até o fim do ano o governo vai disponibilizar ao pecuarista um cartão magnético com informações sobre a situação do rebanho, o que vai facilitar a emissão de guias.

“Com essa atualização, nós conseguiremos trabalhar melhor essa questão da sanidade no estado. Identificar onde estão as concentrações de animais, onde estão localizados os confinamentos e onde é área de risco. Então, nós vamos ter muitas informações que vão melhorar a cada dia mais o nosso sistema de defesa”, ressaltou a diretora-presidente da Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal (Iagro).

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