A eleição na Acrissul (Associação dos Criadores de Mato Grosso do Sul), que estava marcada para esta terça-feira (07), foi suspensa, atendendo decisão da juíza Gabriela Muller Junqueira. O Tribunal de Justiça ainda não se pronunciou sobre os recursos que estão em andamento e, desta forma, a decisão em primeira instância foi mantida, suspendendo o processo eleitoral.
?O periculum in mora reside no fato de que, a cada dia, a candidatura da chapa da situação, com pleno acesso à relação dos eleitores, desfruta de vantagem de conhecer quem são os eleitores, fazendo livremente divulgação de suas propostas em detrimento da campanha da chapa adversária?, justificou a magistrada no processo judicial.
Na ação inicial, a chapa ?A Força do Agronegócio" solicitou a lista completa dos associados, a formação de uma comissão eleitoral isenta e a pugnação do edital que reduziu o horário da votação. Em nenhum momento, foi solicitada a suspensão da eleição, mas a juíza entendeu ser esse o melhor caminho para processo democrático da Acrissul.
A magistrada justificou, na sua decisão, a necessidade da lisura no processo eleitoral e de evitar mais prejuízos caso a eleição ocorresse e fosse anulada posteriormente. ?Entendo ser imprescindível neste momento a suspensão do processo eleitoral?, argumentou Gabriela Muller. Ele também ressaltou que ?tendo em vista o princípio da legalidade, o pleito eleitoral deve obedecer rigorosamente as normas do Estatuto Social?.
O desfecho da situação pode acontecer ainda nesta terça-feira, com a decisão do desembargador Luiz Tadeu.
A eleição é disputada pela chapas ?Gestão e Produção?, que tenta a reeleição, e ?A Força do Agronegócio?. A briga envolve 800 associados e um patrimônio total de 60 milhões, sendo cerca de 5 milhões de faturamento por ano.