Os pais dos estudantes Leonardo Fernandes (19 anos) e Breno Luigi Silvestrini de Araújo (18) estiveram na Assembleia Legislativa, nesta terça-feira (04). Em depoimento emocionante, pediram apoio dos deputados para que novas tragédias sejam evitadas.
Leonardo e Breno foram executados na última quinta-feira (30), com tiros na cabeça, em Campo Grande, por uma quadrilha que pretendia trocar o veículo Pajero que estava com os jovens por drogas, na Bolívia.
Paulo Fernandes lembrou que Leonardo era um bom filho e disse que o crime poderia ser evitado se não houvesse a lei boliviana 133, que legaliza os veículos que circulam sem documento naquele país. ?Como podem legalizar um carro roubado??, questionou Paulo.
Segundo ele, medidas imediatas devem ser tomadas para combater a criminalidade. "Se um político passar pelo que estou passando, vai dar razão ao que estou falando?.
Para o professor universitário
Rubens Silvestrini, muitos sonhos foram destruídos pela brutalidade dos bandidos. "Nós criamos filhos sem vícios, meninos lindos, que teriam futuro brilhante?, lamentou o pai de Breno.
Os jovens tinham sido vistos pela última vez por volta das 20h40 de quinta-feira, após terem saído do Bar 21, no bairro Miguel Couto, em Campo Grande. O veículo Pajero foi encontrado pelo DOF (Departamento de Operações da Fronteira), em Corumbá, a 419 quilômetros da Capital.
Os envolvidos no crime foram
presos na noite da última sexta-feira (31). Um deles, Weverson Gonçalves Feitosa (22), foi preso em Aquidauana.
Deputados cobram ações do Governo Federal
O deputado professor Rinaldo (PSDB) afirmou que o crime foi terrível e lembrou que a Assembleia Legislativa já havia pedido providências sobre a legalização dos automóveis no país vizinho. ?Essa lei, quando regulamenta os carros roubados, acaba fazendo apologia ao crime, aos roubos e furtos de automóveis?, disse.
Mara Caseiro (PTdoB) lembrou que, como mãe, se for preciso, pretende levar o apelo até a presidente Dilma Rousseff (PT), para evitar o sofrimento de outras famílias.
Um documento elaborado por Tetila, em nome da Assembleia Legislativa, foi encaminhado à presidente Dilma Rousseff e a outras autoridades governamentais pedindo providências do governo brasileiro contra a decisão boliviana.