A Arquidiocese de Campo Grande confirmou a morte do padre Mário Grosso, aos 87 anos, por dengue. Ele faleceu às 23h30min de ontem (20), no Proncor. O clérigo é a sétima vítima da doença na Capital e a 14ª no Estado. Outras quatro mortes ainda estão sendo investigadas pela Secretária de Saúde de MS.
Segundo a Arquidiocese, o salesiano tinha complicações cardíacas, diabetes e não resistiu ao quadro de dengue. O corpo do padre está sendo velado na capela do Pós-noviciado do Paulo VI, na Rua Manoel Ferreira, 35, Bairro Santo Antônio. O enterro acontece na tarde de hoje (21), no Cemitério Santo Antônio - Avenida Consolação, Santa Dorotheia.
O arcebispo metropolitano de Campo Grande, Dom Dimas Lara Barbosa, publicou uma nota de pesar pelo falecimento do pároco. "Neste momento nos unimos aos seus familiares e aos Irmãos Salesianos manifestando nossa solidariedade por sua morte, na certeza da ressurreição. Que o Senhor da Vida os console, e que Nossa Senhora Auxiliadora os acolha em Seu Imaculado Coração".
História
Natural da cidade de Bagnolo (Piemonte, Itália), P. Mário Grosso nasceu no dia 24 de março de 1925. Em 13 de março de 1957, aos 32 anos, fez sua primeira profissão religiosa, no Instituto São Vicente (Lagoa da Cruz), em Campo Grande. Foi ordenado sacerdote na cidade de São Paulo, em 1º de agosto de 1965. Passou por várias casas da Missão Salesiana de Mato Grosso (MSMT). Antes de ser transferido para as dependências da Obra Social Paulo VI, era vigário da Paróquia Nossa Senhora da Salete, em Primavera do Leste (MT). Um de seus principais feitos ocorreu no ano de 1977, quando era pároco em Corumbá e deu início à construção da igreja que atualmente abriga a Paróquia São João Bosco.