O casal Eduardo e Iara, de Divinopólis, Minas Gerais, se cansou de ouvir notícias ruins. E desde janeiro de 2011, eles criam os ?Caçadores de bons exemplos?, que percorre o país buscando histórias que valem a pena ser contadas. Em passagem por Mato Grosso do Sul, eles visitaram Aquidauana e conheceram o projeto ?Adote um atleta?.
De um agente penitenciário, o idealizador do projeto percebeu que os filhos dos presos ficavam muito vulneráveis e podiam seguir o exemplo e caminho dos pais. Então ele criou o projeto para que os filhos dos detentos pratiquem esportes na quadra de uma escola abandonada em Aquidauana.
O projeto emocionou Iara, que está acostumada a ver grandes ações. O casal conta que no dia seguinte à visita, eles receberam uma ligação de Cláudio, o autor do projeto em Aquidauana. ?Cláudio é uma pessoa que tem aquele brilho nos olhos, paixão e sangue na aveia, e ele ligou só pra agradecer, contou que não conseguiu dormir à noite pensando na gente. E nos disse: ?tenho certeza que daqui a um ano vocês vão voltar e vou estar atendendo mais de 200 crianças porque vocês me motivaram a seguir?, diz emocionada.
Ao todo o casal já catalogou 921 projetos e ações positivas, percorrendo os estados de Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Bahia, Sergipe, Alagoas, Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte, Ceará, Piauí, Maranhão, Tocantins, Pará, Amapá, Amazonas, Roraima, Acre, Rondônia, Mato Grosso, Distrito Federal, Goiás e Mato Grosso do Sul.
Somente na capital sul-mato-grossense o casal visitou doze projetos sociais: Casa de Ensaio, Você Aprende Agora, Economia Solidária, Sons das Águas, Estado Imaginário, Arara Azul, Cica, Impacto Aventuras, Maná do Céu, Asas do Futuro, IDE e Ecoa.
Ao todos eles já percorreram 189.223 quilômetros percorridos por terra, água e ar em 38 meses.
Segundo o casal afirma em sua página, eles acreditam que existem muito mais ações positivas do que ações negativas no mundo. Por isso, tem três objetivos: sensibilizar outras pessoas a fazerem o mesmo que os bons exemplos que encontram, formando assim multiplicadores de ações positivas; e se não quiserem ou não puderem fazer o mesmo, que ajudem quem já está fazendo formando uma rede de ajuda; além de motivar os bons exemplos que encontram, para continuarem no caminho do bem.
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