Manifestação
O deputado é o relator da Reforma da Previdência na Câmara Federal, motivo do protesto
Luiz Guido Junior
Publicado em 16/03/2017 às 07:22
Atualizado em 10/09/2026 às 13:57
Chega a 600, segundo a Polícia Militar, o número de manifestantes que protestam contra a reforma da Previdência, nesta quarta-feira (15), em frente ao condomínio onde mora o deputado federal Carlos Marun (PMDB), relator da matéria na Câmara dos Deputados. Os organizadores do movimento prometem resistir até o próximo domingo (19), acampados em barracas montadas em uma área pública na entrada do residencial e esperam 1 mil pessoas até o fim do dia.
Reunidos desde às 11h30 de hoje, os manifestantes já começam a montar barracas, instalar banheiros químicos e aguardam a montagem de uma tenda de 400 metros quadrados, que servirá de apoio para reuniões, assembleias e refeições.
O presidente da ACP (Sindicato Campo-grandense dos Profissionais da Educação Pública), Lucílio de Souza Lopes, defende que pelo menos 200 entidades estão representadas na manifestação, promete ocorrer de forma pacífica e ordenada.
“É uma denúncia popular, luta e união de categorias. É preciso retirar de pauta essa proposta, fazer uma audiência com trabalhadores, rediscutir e aí sim apresentar um projeto. Essa ideia que está sendo vendida não corresponde a realidade. Dessa forma não será a reforma e sim o fim da previdência”, argumenta Lucílio.
Os trabalhadores defendem outras formas de compensar o que chamam de “suposto rombo da previdência”, por exemplo, no combate a sonegação fiscal e suspendendo incentivos para grandes empresas.
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