Religiosos ouvidos pelo O Pantaneiro se dividem quanto ao assunto
Depois de dias de intensas polêmicas por conta de sua contratação pelo Boa Esporte, de Varginha, Minas, as questões religiosas voltaram a tomar espaço na vida do goleiro Bruno Souza, 32, numa história que envolve amor, ódio e um assassinato.
Ao reafirmar que “aceitou a Jesus e se converteu numa prisão”, numa alusão a sua adesão ao cristianismo, Bruno voltou a ser confrontado sobre a veracidade desta experiência. “Uma prova desta conversão seria ele dizer que fim foi dado ao corpo de Eliza Samúdio”, disse ao Pantaneiro a leitora Laura Tozzi, 33, católica praticante.
Bruno ficou preso por seis dos 22 anos a que foi condenado pela morte da modelo sul-matogrossense, com a qual teve um filho. Por decisão judicial, conseguiu habeas corpus para responder em liberdade, recebendo convite para atuar no clube mineiro que vai disputar a 2ª divisão do campeonato brasileiro.
Entrevistado pelo canal esportivo ESPN, o ex-goleiro do Flamengo declarou que não é bandido. “Cometi um erro. Grave? Grave! Mas Deus não me abandonou naquele lugar”, disse, referindo-se aos seus dias de prisão.
“Penso que o Bruno merece uma nova chance”, disse nas primeiras horas desta quinta, 22, o Reverendo Celso Gama, 59, pastor em Campo Grande, mas com raízes em Aquidauana. O professor e capelão Gentil Vasconcelos, 62, comunga a mesma opinião. “Deus perdoa gente pior do que ele”, disse.
Numa linha discordante, o teólogo Ruberto Lisboa, 45, consultado pelo O Pantaneiro, destaca que “Bruno afirmar que é, hoje, um cristão, é no mínimo imprudente. Seria muito melhor ele deixar que o tempo revele o fruto do arrependimento”. E como este arrependimento, na perspectiva cristã, incorpora ações práticas, Ruberto entende que contar tudo seria a grande prova de uma mudança real.
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