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Aquidauana

O caso Lucas Figueiredo Gonçalves: fé ou acaso?

Para familiares e irmãos de fé sua surpreendente recuperação deve-se a uma ação divina

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Quando foi atendido no Hospital da Cidade, em Aquidauana, no último dia 12 de março, após sofrer um acidente na Estrada do Taboco, perto da Fazenda Bosque Belo, o adolescente Lucas Figueiredo Gonçalves, de 16 anos, teve um diagnóstico que só não produziu desespero extremo na família por conta da fé que professam. Humanos, contudo, não negam que chegaram a temer, no sentido de medo. Exames constataram traumatismo craniano e uma hemorragia cerebral com proporções avançadas, tomando 40% da caixa craniana.

As horas e dias seguintes envolveram um rito desgastante: a transferência urgente para a Santa Casa, de Campo Grande, precedida do diagnóstico segundo o qual suas chances de sobrevivência eram mínimas, e ele poderia vir a óbito antes mesmo de chegar ao destino; a cirurgia de emergência, feita pelo neurocirurgião Dr. Bruno Martins; a UTI e, finalmente, a espera. Havia a expectativa de que ele pudesse acordar com sequelas, afinal, entre outras coisas, Lucas teve uma lesão na vértebra. Neste ínterim, evangélicos de diversas Igrejas, em Aquidauana e Anastácio, e alguns familiares que se deslocaram a Campo Grande,  faziam uma retaguarda de oração.

E não é que a cirurgia foi um sucesso? Se o choro veio nas noites de domingo e segunda (12 e 13), a alegria veio na terça (14), quando começou a dar sinais de reação e na quarta (15), com as primeiras respostas a estímulos, através de sinais afirmativos como o maneio da cabeça, o abrir dos olhos e apertos de mão.  As melhoras gradativas se acentuaram, dia após dia, culminando com a volta pra casa na última terça feira, dia 21. Novamente em Aquidauana, abraços, afagos, exaltação a Deus – algo próprio dos irmãos de fé da I Igreja Batista de Aquidauana, sob direção do pastor Mauro, a qual Lucas está ligado  – celebraram aquilo que muitos viram como uma expressão bem clara da fé em Deus.

Um fato tão surpreendente,  não deixaria de ter várias leituras. Para alguns, mais céticos, foi acaso. Para outros, resultado de diagnósticos não muito claros, afinal uma tomografia realizada com Lucas, em sua chegada à Santa Casa, indicou que a hemorragia não era tão densa, como previsto inicialmente. Ele tinha na verdade um cisto acnoide, de nascença. Mesmo assim, a cirurgia fora de alto risco. Com isto, há os que atribuem o desfecho de seu drama a uma ação divina, o que nos remete a afirmação de um pensador cristão, segundo o qual, “quando não encontramos resposta para algo extraordinário que acontece na terra, a resposta só pode estar no céu”.  Fé ou ciência, ou ambas, pouco importa. “O importante é que Lucas está de volta”, avalia o jovem Manassés Nogueira, 19, ouvido pelo O Pantaneiro. 

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