Aquidauana teve papel importante no treinamento de tropas
Um “bom movimento” da cidade de Aquidauana nos últimos anos não mais acontecerá. O Conselho de Segurança das Nações Unidas aprovou nesta quinta-feira (13), por unanimidade, o encerramento da Missão de Estabilização no Haiti (Minustah), chefiada pelo Brasil há 13anos. Aquidauana era um dos locais utilizados para treinamento das chamadas “forças de paz”.
Além de receber militares de várias unidades do exército brasileiro, o 9º BE Cmb inseriu muitos de suas fileiras entre as tropas que foram enviadas aquele país. Em 2010, por exemplo, 21 militares estabelecidos em Aquidauana foram para o Haiti, depois de participarem dos treinamentos que incluíram várias ações voltadas para a comunidade local.
A Minustah será substituída por uma “operação sucessora”, chamada de Missão das Nações Unidas para o Apoio à Justiça no Haiti. Além de fazer o monitoramento, elaborar relatórios e analisar situações relacionadas aos direitos humanos, a nova missão também auxiliará o governo haitiano no reforço das instituições do Estado de Direito.
De acordo com a Agência ONU, a nova missão será composta por até sete unidades policiais, com 980 militares e 295 oficiais de polícia individuais por um período inicial de seis meses, a partir de 16 de outubro. A atual tem pouco mais de 1000 policiais individuais e 11 unidades policiais.
A nova missão também atuará na proteção dos civis sob ameaça iminente de violência física, dentro das suas capacidades e áreas de implantação, conforme necessário.
Participação Brasileira
Ao longo dos 13 anos no Haiti, o Brasil foi a nação que mais enviou tropas para a Missão de Estabilização, composta por militares provenientes de 19 países. Mais de 13 mil militares brasileiros serviram no Haiti. No último contingente, em 2016, havia 1.303 brasileiros na missão, que sempre foi comandada por generais brasileiros.
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