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Militares de MS iniciam na sexta-feira segundo aquartelamento em quatro anos

Categoria cobra reajuste de salário prometido pelo governo do Estado

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Servidores militares de Mato Grosso do Sul iniciam nesta sexta-feira (1º), o segundo aquartelamento por melhorias salariais em um período de quatro anos. A deliberação saiu em assembleias realizadas nesta terça-feira (29) na Capital e em 12 regionais da ACS (Associação de Cabos e Soldados da Polícia Militar e Bombeiro Militar de Mato Grosso do Sul) pelo Estado.

A paralisação, que começa na manhã de sexta com uma campanha de doação de sangue no Hemosul, segue até a manhã de sábado (2). O objetivo, segundo o presidente da ACS, Edmar Soares da Silva, é mostrar ao Governo do Estado a insatisfação da tropa com a valorização desigual dada a policiais civis e militares.

“Vamos parar por 24 horas. A princípio, só por um dia, pois temos que proteger a sociedade. Quero que o Governo nos chame amanhã e dê tratamento igual. Na outra semana, teremos novas deliberações”, afirmou. Paralisações mais longas na semana seguinte não estão descartadas.

O último aquartelamento de policiais militares e bombeiros de Mato Grosso do Sul ocorreu em 2013. Liderado pela ACS, o movimento conseguiu índices históricos de reajuste para os servidores: somente o soldado, no período de um ano e sete meses, teve aumento de 43%.

Já no atual Governo, a valorização salarial não foi prioridade. Em 2015, o aumento não foi dado, sob justificativa de que reposição havia sido ‘adiantada’ pela gestão anterior. A ACS, então, entrou com ação na Justiça sobre a questão. 

Já no ano passado, um abono de R$ 200 foi dado a todos os servidores, além de correções nos quinquênios -o valor foi estendido até março de 2018. O Executivo, porém, garantiu a verticalização, luta antiga da ACS. Assim, até 2018, o salário de um soldado em início de carreira chegaria a 20% do que ganha um coronel, promessa que não foi cumprida pelo Governo.

Na última rodada de negociações, o Executivo propôs um aumento de 0,40% no salário de cabos e soldados em relação ao do coronel, e de 0,20 de subtenentes e sargentos. Em linhas gerais, o reajuste do soldado passaria a 5,49%, do cabo 5,01%, terceiro-sargento 3,82%, segundo-sargento 3,69%, primeiro-sargento 3,55%, e subtenente 3,48%. Oficiais seguiriam com o reajuste anteriormente proposto, de 2,94%.

“Para atingir o que foi acordado no ano passado, o Governo teria que conceder, no mínimo, 1% para cabos e soldados em seus salários, referente ao do coronel. Isso daria, hoje, um reajuste de 12% para os soldados, além da correção inflacionária e perdas salariais aos demais membros da PM e dos Bombeiros”, calculou Edmar.

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