Iniciativa da Embrapa Gado de Corte é voltada para estudantes da capital e interior de MS
Schimene Duque Weber
Publicado em 02/03/2018 às 09:00
Atualizado em 10/09/2026 às 14:01
O programa Agroescola, idealizado pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa Gado de Corte), iniciou ontem (1º) as aulas da qualificação profissional que prepara estudantes de Campo Grande e do interior do Estado, em transferência de tecnologias na pecuária de corte.
Em funcionamento desde 2012, a capacitação tem duração de um ano e já formou 63 especialistas até o ano passado. Os resultados demonstram a eficácia do programa, visto que 40% dos ex-alunos estão atuando na área, 40% ingressaram na universidade, 10% trabalham com os negócios da família e cerca de 6% se preparam para entrar em cursos de graduação, de nível superior.
A aula inaugural aconteceu no auditório da Embrapa com apresentação dos novos estudantes, depoimentos de ex-alunos, exposição da grade escolar e da missão e atuação da Embrapa. Participaram do encontro, o chefe-Geral da Embrapa Gado de Corte, Ronney Mamede, a chefe adjunta de Transferência de Tecnologia, Thaís Amaral, a diretora pedagoga Rozimar Lopes Bezerra e demais coordenadores do curso.
Este ano a escola abriu 12 vagas. Os candidatos passaram por uma seleção que incluiu provas de redação, conhecimentos específicos, língua portuguesa e entrevista. O curso da Agroescola é para estudantes de nível médio com formação técnica em agropecuária, zootecnia e agricultura do Estado de Mato Grosso do Sul e visa formar especialistas em bovinocultura de corte.
Seus professores são pesquisadores da Embrapa. Além das aulas teóricas os estudantes são treinados no campo e em laboratórios. Ao final do curso são diplomados tendo como avalista a Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), outra parceira importante, bem como a prefeitura de Campo Grande que mantém a pedagoga Rozimar na direção do curso.
Na avaliação do ex-aluno do programa, Fred Balbuena, o curso foi um divisor de águas para decidir a carreira profissional. “A Agroescola foi uma das grandes oportunidades que apareceu na minha vida me ajudando até estudar fora do Brasil. Aproveitem”, disse ele aos estudantes. Fred tem 24 anos, terminou o curso de medicina-veterinária em 2017 e pretende ingressar no mestrado.
Gislaine Paola Barbosa e Helia Mayara contaram que também viveram boas experiências na Agroescola. Ambas terminaram a universidade de agronomia e contaram que as conquistas de bolsas de estudo foram graças o curriculum onde constava a especialização da Agroescola. O recado delas também foi um estimulo aos novatos. “Aproveitem todo aprendizado porque vocês vão usar no futuro, seja na universidade ou atuando como profissionais”.
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