Corumbá
Pegar um peixe, seja lá qual for a espécie, não é uma das tarefas mais simples. Principiantes até podem contar com certa dose de sorte e capturar um belo exemplar em uma pescaria despretensiosa, mas a verdade é que o êxito na atividade também depende de fatores que vão muito além do acaso: técnica e paciência.
No entanto, essa conta não é exata. Em certas ocasiões, pescadores profissionais e amadores passam dias nos rios do Pantanal e mesmo preparados, com todos os equipamentos necessários, acabam voltando para casa com o barco vazio. É o famoso “banho na minhoca”.
Em outras situações, durante uma pequena brincadeira no barranco do rio, acontece o inesperado. Na última semana, o fotógrafo Anderson Gallo, do Diário Corumbaense, flagrou uma dessas situações no Porto Geral. A captura de um pintado, um dos peixes mais apreciados da região, com cerca de 10 quilos, chamou a atenção do profissional que registrou o momento. O exemplar foi fisgado pelo aposentado Joari da Cruz, que disse ter usado uma isca que seria descartada.
“Não vivo de pesca, vou só por diversão, pego muito peixe bom, mas naquele lugar foi o maior que peguei, deu 10 quilos. Eu usei o 'jejum', um peixinho morto que um rapaz estava usando há algum tempo. Então, eu disse à ele que mostraria como se pesca um peixe grande, e na primeira jogada, peguei”, contou Joari que ainda se intitulou como ex-rei do dourado, já que a captura, o embarque e transporte do peixe são proibidos por lei em Corumbá.
De acordo com o aposentado, a foto deve servir para tirar as dúvidas dos amigos e parentes que levantarem a possibilidade do feito se tratar de uma “história de pescador”. “O bom é que o fotógrafo registrou, assim as pessoas vão acreditar”, finalizou.
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