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Os pitbulls possuem a má fama de serem animais agressivos. Por sua genética e seu passado, são cães que necessitam de formas especiais de adestramento. Depois do último acontecimento na cidade de Anastácio, na quinta-feira passada, onde a pitbull Pandora matou a vira-latas Mel, a qual convivia diariamente, resolvemos investigar detalhes sobre a raça.
A equipe do O Pantaneiro entrou em contato com André Alves, adestrador profissional de cães, árbitro, cinófilo e juiz de provas, e ele nos garantiu que parte da fama da agressividade que a raça tem, vem de sua composição genética junto ao tratamento dado pelos donos.
“O primeiro erro que eu vejo com as pessoas está em adquirir um cachorro sem saber realmente qual o proposito da raça; é necessário estudar sobre o histórico da raça antes de comprar ou adotar um cão, saber sua ancestralidade, procedência e estar pronto para ter um animalzinho por completo – adestrando e dando carinho”, diz André.
Embora alguns os considerem violentos, se desde pequenos receberem um correto adestramento, podem chegar a ser, além de pacíficos, protetores e muito carinhosos. Segundo o adestrador, o comportamento canino é 50% genético e 50% ambiental.
“Muitas vezes o cachorro é trancado no quintal inadequado, não socializa, não sai para passear e, se este tem um comportamento genético agressivo, ou seja, pai e mãe tem caso de desequilíbrio emocional, obviamente ele irá reproduzir, portanto é ideal o responsável ter uma rotina de empenho em passear, socializar e estruturar o ambiente para o animal”, explica.
André diz ainda que nunca se deve culpar a raça canina e pondera: “muitas vezes o vilão somos nós mesmos, que adquirimos um cachorro de temperamento forte e o mantemos preso. Isso independe da raça, porque existem pitbulls dóceis, tranquilos e carinhosos, tudo depende da procedência, manejo e socialização deste animal”.
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