Tradição
Assim como o peixe, os pratos são os favoritos na data comemorativa
Em Mato Grosso do Sul é muito comum encontrar na mesa dos sul-mato-grossenses, na Semana Santa, pratos típicos como Sopa Paraguaia e Chipa, isso porque o estado concentra a maior colônia paraguaia do país.
Na quinta e sexta-feira, pode ter certeza, você vai encontrar na casa das pessoas, pelo menos uma assadeira deste delicioso prato típico paraguaio.
Em Aquidauana não é diferente, além do tradicional peixe na sexta-feira Santa a comida é bastante usada na data. Inclusive, alguns aproveitam a época para fazer um dinheiro extra.
Como é o caso da Mary Mesquita, ela sempre fazia a sopa e a chipa para família então pensou, porque não fazer para vender?
Há mais ou menos dois anos ela aceita encomendas dos pratos daquelas pessoas, que por algum motivo não conseguem cozinhar o alimento para a data.
“Eu gosto muito de cozinhar, sempre fiz pra família, aí resolvi fazer pra vender. Porque as vezes as pessoas querem, aí sempre faço”, conta.
Por conta da pandemia a procura dos produtos está baixa, mas acredita que vai melhorar “acho que é por conta da própria pandemia mesmo, o receio de comprar sempre vai existir, ainda mais nessa época”, afirmou Mari, que não faz apenas sopas e chipas, mas trabalha também com tortas e afins.
Você que é fã de Sopa Paraguaia e Chipa, aconselho, encomende pelo menos uma assadeira da tia Mary, vai cair super bem no seu café da manhã e até no lanche da tarde. É muito bom!

Quer experimentar, então entre em contato no telefone (67) 99276-9414 e faça já seu pedido.
Há algumas hipóteses de como o 'bolo de milho salgado' tenha surgido, uns dizem que foi porque militares paraguaios quando foram pra guerra perceberam que carregar o líquido seria muito difícil e então optaram por misturar a farinha no caldo, para que a mesma tivesse uma consitência mais firme.
A outra versão, defendida por alguns historiadores seria de que um presidente paraguaio era apaixonado por sopa branca e um certo dia seu cozinheiro adicionou a mistura farinha de milho, a mesma passou do estado líquido para sólido, ao experimentar ele gostou tanto do resultado que a batizou de Sopa Paraguaia.
Independente do surgimento da mesma, a paraguaia Marcelina de 82 anos contou ao O Pantaneiro de que a comida é uma tradição que vai carregar ainda por muitos anos na família. Vivendo em Aquidauana há mais de 50 anos, ela conta que aprendeu a fazer com a mãe e tenta passar a receita para a geração futura.

“Eu faço todos os dias, aqui em casa a gente come no café da manhã e até no lanche da tarde.”, afirmou a paraguaia.
Na Semana Santa não é diferente, religiosa, ela faz questão de preparar toda os produtos na quinta-feira, para não precisar fazer na sexta-feira Santa.
A equipe do O Pantaneiro foi recebida com uma fornada maravilhosa de Sopa e Chipa e acreditem, fomos embora com gostinho de quero mais, com direito a receita da chipa, quanto ao bolo salgado, dona Marcelina diz não se prende a receita e que faz na base do “olhômetro”.

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