Covid-19
A Secretaria de Saúde de Corumbá acredita que devido aos efeitos colaterais adversos, ocasionados pela primeira dose da vacina contra o coronavírus em muitas pessoas que já foram imunizados, há baixa procura em relação à segunda dose na cidade. Foi o que informou o titular da pasta, Rogério Leite, nesta segunda-feira, 17 de maio. Ele pede às pessoas que ainda não tomaram a segunda dose que procurem os locais de vacinação e completem a imunização.
“Muitas pessoas deixaram de tomar a segunda dose por medo de efeitos colaterais e adversos, porém, precisamos fazer com que tomem a segunda dose, até mesmo para aumentar a imunização delas. Abrimos o drive thru no fim de semana e a procura pela segunda dose foi pouca devido ao receio. Elas estão temerosas à manifestação clínica da vacina e acham que na segunda dose os efeitos podem ser piores, mas ressaltamos que com essa atitude, acabam bloqueando esse meio de prevenção”, explicou o secretário.
Tomando a segunda dose da Astrazeneca, a idosa, Eyda Braga Conceição, foi junto com a filha, no Posto da Ladeira, nesta segunda-feira. O sentimento foi de alívio, ao receber a vacina. "Eu estou feliz e não tive reação nenhuma com a primeira dose e agora estou concluindo a segunda. Vale sempre estar se protegendo. Que todos possam tomar as doses", afirmou ao Diário Corumbaense com um sorriso no rosto.
Da mesma forma, Antônio Tavares de Lira Neto, que mora na região do Jatobazinho, disse que foi uma sensação de felicidade receber a segunda dose. "Só de pensar que estou concluindo a imunização é de se celebrar esse momento, diante de tanta tragédia que a doença vem trazendo a inúmeras famílias. Sim, devemos nos proteger sempre", falou.
Alerta para uma possível terceira onda da doença
No Brasil, em algumas regiões, já soa o alerta da terceira onda do novo coronavírus, conforme contou Rogério Leite, não sendo diferente uma possível nova onda em Mato Grosso do Sul, isso pelo fato de nos últimos dias, o número de casos positivos terem aumentado, inclusive em Corumbá.
“Há um alerta para a terceira onda da doença que pode ocorrer em Mato Grosso do Sul, isso não impede que também chegue a Corumbá, até mesmo porque tivemos uma ascendência no número de casos positivos diários em nossa cidade. Nos primeiros 17 dias do mês de maio, estamos contabilizando 45 casos diários, em abril tivemos 35 casos diários da doença. Por isso é importante a imunização, pois também há aumento de internações, com casos graves de pessoas na faixa etária entre os 31 a 50 anos”, disse Rogério.
As recomendações são para que também as medidas de biossegurança sejam cumpridas (uso de máscarias, higienização das mãos e distanciamento social) pois mesmo algumas pessoas, casos raros, que tomaram as duas doses contraíram a doença, alguns com casos considerados graves.
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