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Personagem da cidade, Paulinho do Rádio morre aos 61 anos na Capital

Ele estava intubado desde o dia 4 de abril após desmaiar durante crise de hipoglicemia

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Aos 61 anos, Paulo da Silva Baptista o – Paulo do Radinho – morreu neste domingo (30), em Campo Grande. Ele estava intubado desde o começo de abril no Hospital do Pênfigo, após sofrer um desmaio durante uma crise de hipoglicemia. 

A morte foi confirmada pela irmã. Paulinho era diabético e convivia com a doença há seis anos.

Figura conhecida no Centro da Capital, há 23 anos ele esbanjava alegria dançando para animar as pessoas que passavam pelo cruzamento da rua 14 de Julho com a Avenida Afonso Pena.

Internação - A vida de Paulinho virou de ponta cabeça depois de desmaiar durante uma crise de hipoglicemia e ser encontrado desacordado no apartamento onde mora em Campo Grande. Ele foi levado para o Hospital El Kadri, onde pegou pneumonia, mas teve alta depois de 38 dias internado.

Após sair do hospital, ele foi para Jardim, 233 quilômetros de Campo Grande. Na cidade, ficou na casa da sua irmã Maria Olinda da Silva Baptista, contudo um dia depois de chegar no local, passou mal e desmaiou novamente durante outra crise de hipoglicemia.

Sem vaga no hospital da cidade, ele foi colocado numa UTI (Unidade de Terapia Intensiva) móvel e levado para o Hospital do Pênfigo de Campo Grande, onde foi intubado e contraiu pela segunda vez pneumonia.

Personagem – Paulo do Radinho, como era conhecido pelos campo-grandenses, era um "maluco beleza". Pelo menos era como costumava brincar sobre sua pessoa. "Sou maluco por felicidade, isso sim. Adoro Raul Seixas, toco direto no radinho", brincava ele sobre o rótulo. 

Paulinho foi gestor de atividades culturais da FCMS (Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul), mas era dançando e cantando na Afonso Pena que fazia o que mais gostava. "Patrimônio cultural" de Campo Grande, sua figura transmitia felicidade, amor e inspiração por onde passava.

"O Paulinho não era um doido, como muita gente fala. Sempre foi  muito doce, atencioso. A pessoa que mais me convidava para ir ao cinema. Sempre tinha um comentário sobre filmes que a maioria não tem paciência para ver. Acompanhou o crescimento das minhas filhas a cada parada no semáforo. Sabe o nome, as idades... Um cara de coração gigante", diz Ângela Kempfer, diretora de jornalismo do Campo Grande News, mas aqui na condição de plateia e amiga de Paulinho.

Paulo teve um acidente três décadas atrás que o deixou 40 dias em coma, passou por um divórcio e, na sequência, veio o falecimento do seu pai. "Pra Dizer Adeus", dos Titãs, era a música que tocava para lembrar do seu "velho". 

Mais recentemente, a pandemia o impossibilitou de fazer sua atividade diária que era andar pelo Centro e ir ao cinema. Mesmo assim, nunca abandonou o radinho de pilha nem o jeitão descontraído, sem medo de ser julgado.

Trajetória - Irmã, Maria que mora em Jardim, tem 62 anos, um ano a mais que o caçula dos três irmãos. Nascido em Uruguaiana, no Rio Grande do Sul, a família veio para Bela Vista, em Mato Grosso do Sul, quando Paulinho tinha 9 anos. Ao completar 14, ele se mudou para Campo Grande. 

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