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Na noite desta quarta-feira (16), terminou o julgamento do acusado de assassinar o ex-presidente da Ordem dos Advogados de Aquidauana, além de ser seu próprio tio.
A audiência durou mais de 12 horas, o réu estava sendo julgado por homicídio qualificado por motivo fútil, além de destruição de cadáver.
O crime aconteceu no dia 13 de dezembro de 2017 e chocou a população de Anastácio e região, pela forma como Severino Alves de Moura foi morto. O corpo foi encontrado carbonizado em uma rodovia entre Anastácio e Nioaque.
Conforme a investigação, sobrinho e o tio haviam brigado por conta de uma cerca que estava sendo colocada para dividir a área de suas fazendas.

A sentença foi lida por volta das 20h40 da noite de ontem, onde o réu foi condenado pelo crime, em 4 anos, nove meses e 18 dias, além de 1 ano de reclusão e 10 dias-multa. Ele ainda foi considerado culpado por tentar se livrar do corpo do tio.
A principio a pena seria cumprida em regime semiaberto, mas como o réu estava preso desde o dia 14 de dezembro de 2017, foi aplicada a detração da pena para o regime aberto e pode recorrer em liberdade.
Para o Presidente da 3ª Subseção da OAB de Aquidauana, Anastácio e Dois Irmãos do Buriti, Vinicius Britto, os jurados chegam a um veredito conforme a personalidade dos fatos apresentada."Todos os casos submetidos à competência do júri, levam os jurados a se principiar pelo exame de personalidade dos protagonistas dos fatos, o que lhes permitem verificar a participação que a vítima sempre tem, maior, menor ou inexistente na eclosão da deflagração da tragédia, chegando assim a um veredito.", contou.
A defesa, afirmou por nota que o júri foi de alto nivel e que a tese da defesa foi acatada. "Os debates no plenário do Tribunal do Júri de Anastácio foram de alto nível. Ao final, os jurados consideram que o réu Willias deveria ser condenado à pena de 4 anos e 9 meses por homicídio privilegiado, acatando a tese da defesa, diante da violenta emoção sofrida pelo réu, e o reconhecimento pelos jurados, da injusta provocação da vítima.", concluiu o advogado Benedicto Arthur de Figueiredo Neto.
O Pantaneiro entrou em contato com a família de Severino, mas ninguém quis se pronuncionar sobre a decisão.
Matéria atualizada Às 15h00 para acréscimo de informações.
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