Em Miranda
Campanha visa arrecadar fundos para que sonho se torne realidade; bora ajudar?
Por trás dos óculos escuros e pose de "mal-encarado", Killer é o rapper de 24 anos que só canta o bem. No ritmo melódico do gênero rap acústico, o jovem rima de "coração aberto" assuntos que ele mesmo considera "clichê", porém são universais – paixão, amor, romance. "Bicho sonhador", sua nova ambição não é mais platônica, mas bastante real: montar um estúdio próprio e super profissional nas dependências de sua casa, em Miranda. E o motivo não poderia ser mais nobre.
"Sempre tive o sonho de ser músico 'profissa' mas também ajudar meus colegas do rap nesse caminho. Somos artistas do interior que compartilham as mesmas dificuldades, isto é, de depender das gravadoras na Capital para criar novos trabalhos", explica.
Rapper durante cena de clipe em meio às belezas de Bodoquena, o qual O Pantaneiro noticiou com exclusividade.Para isso, Killer decidiu fazer uma rifa de um "kit churrasco" (R$ 10,00 o número) para arrecadar fundos. Na sua trajetória de rapper – com 2 músicas lançadas e até um videoclipe em meio às belezas de Bodoquena –, ele esclarece que suas experiências o capacitam a montar um estúdio básico, e que até já tem nome: Oeste.
"A rifa vai ajudar na compra de equipamentos, como caixa de som de alta qualidade, microfones para captação, notebook para montagem, edição e masterização, além de preparar isolamento acústico e fazer uma pintura maneira", detalha.
Killer vive a arte do rap desde que tinha 21 anos, na Capital; aos 24 e em Miranda, decidiu montar sua gravadora.Por mais que Killer seja o barbeiro e dono de um espaço masculino no centro de Miranda, o sonho de ser músico ainda persiste. "O estúdio vai ser minha válvula de escape, onde vou ficar pra cantar e curtir o som que todo mundo produzir junto", espera.
O lado de rapper do jovem surgiu quando ainda morava em Campo Grande e tinha 21 anos, conta. "Por meio de amigos, comecei a frequentar batalhas de rima lá na Orla Morena. Aquilo me animava demais. Eu morava longe, no Tijuca, então não era todo fim de semana que conseguia ir", recoda.
Killer revela que tinha uma vergonha muito grande em subir ao palco, então só ficava assistindo e se inspirando. "Via os caras rimarem na hora, na base da improvisação. Era muito 'da hora'. O ritmo, a fala, a energia, aquilo batia direto no coração", complementa.
Cantando para si mesmo e escrevendo algumas letras, acabou que o barbeiro resolveu deixar a timidez de lado e abraçar a arte do rap. Atualmente, em suas redes sociais e no canal no YouTube, ele traz esse sentimento. "A música me inspirou a sair das ruas, parar de faze nada e ser largado na vida. Me inspirou a ter um trabalho e ser útil. Fico feliz que nesse caminho as pessoas também foram gostando do que eu cantava, e isso me motiva até hoje", agradece.
A ideia de ter um estúdio próprio no interior de MS é permitir que outros também se tornem artistas completos.Voltando ao estúdio. O espaço está montado provisoriamente no quarto do rapper, cômodo que fica no início do terreno de sua casa, o que propicia Killer receber atendimentos de maneira reservada na sua futura gravadora. Porém, o que mais ele quer agora é tirar o tom de "informalidade" e dar uma aparência mais profissional, com equipamentos e reforma completa. Assim, não só para si, o músico promete fazer boas rimas e muito som do bem com tantos outros que também vivem o sonho da arte do rap.
Quer ajudar? Você pode entrar em contato e solitar uma rifa do músico pelo seu perfil no Facebook.
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