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Falsa ou verdadeira?

PMA captura cobra coral dentro de armário

Chamado aconteceu durante a madrugada desta sexta-feira, em Campo Grande

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Todo mundo já deve ter ouvido falar sobre dicas "fáceis" para que se possa diferenciar uma cobra coral falsa de uma verdadeira. A verdade é que em uma situação real de encontro cara a cara com o réptil, a primeira reação é provavelmente a de correr para bem longe e chamar as autoridades.

Foi o que uma moradora de Campo Grande, no Bairro Santa Luzia, precisou fazer na madrugada desta sexta-feira (26), por volta das 3h, quando abriu o armário do quarto e encontrou uma serpente lá dentro.

Uma equipe da Polícia Militar Ambiental (PMA) foi ao local e verificou que se tratava de uma cobra da espécie Lampropeltis triangulum (falsa-coral), que não é peçonhenta – diferentemente da serpente da espécie Micrurus corallinus, conhecida como coral-verdadeira, cujas toxinas são muito perigosas e podem levar a casos graves de parada cardiorespiratória.

Cobra encontrada não é peçonhenta, isto é, não é venenosa (Foto: Divulgação/PMMS)

Os militares capturaram a serpente com uso de um gancho e a colocaram em uma caixa de contenção. Ela foi encaminhada ao Centro de Reabilitação de Animais Silvestres (CRAS), que decidirá o melhor momento de reintroduzir o animal na natureza.

Afinal, como indentificar cada tipo?

Por mais que muitas pessoas tentem criar explicações com base nos padrões de cor das cobras, a verdade é que a diferenciação é quase imposível de ser feita por leigos.

A maneira correta de identificar as espécies com ou sem peçonha é realizada de acordo com a dentição delas. Falsas-corais também podem ser venenosas, mas a regra é que o dente inoculador de peçonha está na parte de trás da boca e, por conta disso, acidentes graves envolvendo estas serpentes são mais raros.

Enquanto isso, cada coral-verdadeira vai apresentar dentição inoculadora frontal, o que faz com que praticamente toda mordida em um ser-humano leve certa quantidade de peçonha à corrente sanguínea.

Em comum, as duas espécies tendem a atacar somente quando se sentem ameaçadas, portanto, venenosa ou não, a recomendação é sempre a mesma: não ataque o animal nem tente retirá-lo de onde estiver por conta própria; contate a Polícia Ambiental ou o Corpo de Bombeiros e aguarde pela ajuda dos profissionais.

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