Geral
Uma mulher de 33 anos, teve que esperar 4 dias para poder retirar o bebê morto de sua barriga no HRMS (Hospital Regional de Mato Grosso do Sul), em Campo Grande (MS).
A confeiteira Natália Borges do Prado ficou internada, durante os 4 dias, aguardando a retirada do bebê que morreu na barriga. Ela conta que o hospital fez vários procedimentos de indução para o feto ser retirado de forma natural e que o hospital se negava a fazer a cesárea para a retirada do bebê.
A mulher descreveu a situação: “O parto foi natural mesmo. Eles não tomaram nenhuma providência. Depois que a matéria foi ao ar, falaram que iam fazer mais uma indução e se não desse certo, iriam fazer a cesárea, mas não fizeram e acabaram fazendo mais procedimentos em mim. Eu achei, sinceramente, que ia falecer. Eu sofri muito ali, misericórdia. Eu nunca tinha passado por isso. É um descaso com a saúde do cidadão”. contou ao Campo Grande News.
Em nota, o Hospital informou que em casos como o de Natália, é levado em consideração o risco de vida que a cirurgia pode causar e a possibilidade da paciente poder ter mais filhos no futuro. “Em situação de aborto retido, o procedimento é feito em etapas e tem um prazo limite para a indução, que é discutido caso a caso. Se o feto continuar no ventre após o prazo, o médico informa as pacientes da necessidade de uma cesariana. A partir daí, deve ser agendado o procedimento em tempo oportuno, considerando as emergências”, disse em nota.
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