Fronteira
Cerca de 500 bolivianos estão na manifestação
O bloqueio entre a fronteira de Corumbá com a Bolívia já pendura há cinco dias. A manifestação é contra o atraso do Censo Demográfico no país vizinho, que está previsto para 2024.
O fluxo de veículos de Mato Grosso do Sul e Puerto Quijarro, está bloqueado desde o último sábado (22). Segundo o Diário Corumbaense, a população se revoltou pela falta do levantamento nos últimos anos, com isso, pedem para antecipação das pesquisas. O último foi feito em 2012.
Cerca de 500 pessoas estão reunidas do lado boliviano. O Jornal Midiamax informou que a última noite foi calma no trecho brasileiro e a Polícia Militar de MS está monitorando a situação. Houve encontro pacífico desde o início das manifestações.
Prejuízo
O chefe da Alfândega da Receita Federal, Erivelton Moyses Torrico Alencar, informou ao Diário Corumbaense que 85% das exportações do Centro-Oeste brasileiro saem por Corumbá e esse fechamento impede o fluxo de mercadorias. Este é o terceiro ato cívico deste ano.
Já o presidente do Setlog Pantanal (Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas e Logística), Lourival Vieira Costa Júnior, reforçou ao Campo Grande News que, na terça-feira (25), cerca de 600 caminhões estavam parados na fronteira, o que poderá ter prejuízo de US$ 5 mil dólares por caminhão, em média R$ 15,9 milhões por veículo.
“Se cada caminhão parado é um processo de exportação, eu estou deixando de entregar e pegar essa carga", explicou. Do montante parado, 200 estão do lado de Corumbá e o restante em Puerto Quijarro. Os veículos transportam diversos produtos, como fertilizantes, ferro ou cerâmica.
NA TORCIDA!
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