As elevadas temperaturas e os baixos índices de umidade do ar típicos do verão são preocupações constantes para os habitantes do Pantanal. Essa é a época das águas, quando há renovação e alívio para os temíveis e, infelizmente, típicos incêndios no bioma.
As causas dos incêndios são diversas, mas principalmente humanas, como explica o veterinário e coordenador do programa Felinos Pantaneiros, do Instituto Homem Pantaneiro, Diego Viana. Em 2020, de acordo com o profissional, 98% dos incêndios resultaram da intervenção humana.
O veterinário explica ainda, que em 2023, o fogo no Pantanal, segundo autoridades como Corpo de Bombeiros e servidores do ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade), a maioria deles esse ano, foram causados por raios. “A única causa não humana dos incêndios no Pantanal, hoje, são os raios. Fora isso, a combustão espontânea, algo desse gênero não acontece no Pantanal”, enfatiza Diego, esclarecendo que “Os incêndios deste ano, são os maiores, pensando toda a história para o mês de novembro. Nunca antes em novembro nós tivemos tantos incêndios, e quando a gente pensa em comparação a 2020 onde foi o maior incêndio da história do Pantanal, em 2020 foram quase 4 milhões de hectares consumidos pelo fogo e neste ano, são um milhão 200 mil hectares que foram consumidos pelo fogo”.
O coordenador destaca que as ações de prevenção, são mais baratas do que ter que mobilizar grandes efetivos para combater os incêndios. Essas ações de prevenção são essenciais para evitar situações como essa atual, porque segundo Diego, a tendência é que o ambiente, com as mudanças climáticas globais, intensifique cada vez mais o calor, das chances de incêndios semelhantes a esse, acontecerem e as equipes preparadas para agirem nesse tipo de situação na prevenção podem trazer mais resultados para o Pantanal e, consequentemente manter toda a biodiversidade única da região.
Para Diego, essa iniciativa de prevenção pode fazer a diferença, por meio de modelos de estratégias do Instituto Homem Pantaneiro e Brigada Alto Pantanal, como transporte de água para áreas secas e construção de aceiros.
Hoje, o trabalho de combate às chamas no Pantanal é realizado pelos brigadistas do ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade), do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis), brigadistas de ONGs, como o Instituto Homem Pantaneiro, que forma a brigada Alto Pantanal, pela brigada S.O.S Pantanal, ECOA e, também, equipes do Corpo de Bombeiros de Mato Grosso do Sul e do Mato Grosso.
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