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Retrospectiva

2023 se despede e deixa marcas no caminho 

O breve panorama de uma retrospectiva de alguns fatos que viveu o mundo 

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O ano de 2023 está indo embora, mas vai deixar boas lembranças para muita gente, porém muito arrependimento também para tantas outras pessoas. Há fatos que abalaram o mundo e o ano. Há outros que cravaram de alguma maneira, positiva ou negativa, a vida de cada um individualmente, mas isso é de foro íntimo. A verdade é que existem momentos que marcam a sociedade, o país e o mundo desde janeiro até dezembro.  
Listar um a um seria exaustivo e extensivo para uma leitura agradável, mas destacar alguns desses momentos se faz necessário para que seja possível reconhecer erros, a serem corrigidos em 2024 e acertos, que sejam repetidos ou aperfeiçoados no ano que se inicia. Serão mais 366 dias, de possibilidades de melhoramento, uma vez que 2024 será um ano bissexto. 

Ano começa com desafio à democracia

Janeiro de 2023 foi um mês que ficou marcado pela posse de um novo presidente da república, Luiz Inácio Lula da Silva, e por atos antidemocráticos praticados por grupos organizados que buscavam demonstrar insatisfação com o governo que empossou a política nacional.  
Era um domingo, 8 dias depois da virada do ano, quando os brasileiros foram surpreendidos em tempo real pelos episódios de ataques às instalações e a todo mobiliário dos três poderes em Brasília. O Executivo, Legislativo e Judiciário foram alvos de uma violência, que promoveu cenas de destruição sem precedentes e únicas na história do Brasil.
Conflito superado e nas mãos da justiça, o calendário seguiu passando os dias.

Guerra entre Rússia e Ucrânia completa 1 ano em fevereiro e mundo demonstra cansaço

Em fevereiro a guerra Ucrânia e Rússia completaria um ano e ainda perdurou por todo 2023, inclusive com abalos entre Ucrânia e EUA, através de uma notícia considerada falsa sobre a compra de iates por parte do presidente da Ucrânia Volodymyr Zelensky, o que levou os EUA a repensarem o investimento na Ucrânia.

Pandemia da covid-19 deixa cicatrizes e ceifa 700 mil brasileiros

Os dias passaram, e no mês de março o Brasil, um dos países com mais mortes por covid-19, alcançou a marca considerada histórica de 700 mil mortes pelo vírus.

Onda de ataques a escolas chega ao ápice em abril

Abril, entre outros fatos, abalou toda a sociedade brasileira com os vários casos de ataques a escolas com mortes de alunos e profissionais da educação. Uma onda de crimes que teve início ainda em fevereiro e seguiu por outros meses. 

Saúde e racismo induzem um maio cheio de dores

O calendário passou e maio chegou com diversos momentos marcantes entre positivos e negativos. Nele, a OMS (Organização Mundial da Saúde), declarou o fim da emergência sanitária por causa da pandemia da covid-19. Ainda no mesmo mês, o jogador brasileiro Vinícius Júnior, do Real Madrid, sofreu o 10º episódio de racismo na Espanha. É chegado o meio do ano.


Tecnologia surpreende, mas ainda é desafio em junho

Em junho, o mundo ficou apreensivo com o que aconteceu com o navio submersível da operadora de turismo Ocean Gate que implodiu no Atlântico, no dia 18, com cinco pessoas que pagaram por uma viagem em águas profundas, onde pretendiam se aproximar e admirar os destroços do navio Titanic, que afundou no Oceano Atlântico Norte, a cerca de 600 quilômetros a sudeste da costa da Terra Nova, no Canadá, e a cerca de 3,8 mil metros de profundidade.

Novo semestre e novas expectativas chegam com julho

Julho marca o início do segundo semestre e a onda de altas temperaturas e calor excessivo marcaram o início de uma temporada que expressa agressões ao meio ambiente. Termômetros passando dos 40° C, incêndios florestais, oceanos quentes, entraram para a história. Especialistas disseram que o mundo nunca havia estado tão quente em 120 anos. 
As temperaturas têm recordes que foram batidos em sequência e havia previsão do El Niño piorar. Na ocasião, a ONU (Organização das Nações Unidas), alertavam para “era da fervura global”. 

Jornada Mundial da Juventude atrai 800 mil pessoas a Lisboa em agosto

A humanidade seguiu suportando o calor e agosto chegou. Com ele, a fé entrou em evidência através da Jornada Mundial da Juventude, que aconteceu pela primeira vez em Lisboa, Portugal, reunindo 800 mil pessoas de todo o mundo e contou com a participação do Papa Francisco. A jornada foi considerada a 5ª maior já realizada.
Ainda em agosto, uma série de incêndios florestais causou a morte de 98 pessoas em Maui, no Havaí, num dos desastres naturais mais mortais da história do estado. Um furacão na localidade propagou e acelerou as chamas que destruíram diversos prédios. No Brasil, um apagão que durou cerca de oito horas, atingiu as unidades federativas do Brasil, com exceção de Roraima. 


Setembro é mês para chorar devido a problemas climáticos

Os dias passaram, e o calendário apresenta setembro, onde a passagem de um ciclone extratropical no Rio Grande do Sul, causou a morte de quase 50 pessoas. Autoridades revelaram que o fato foi o pior desastre natural no estado em quatro décadas. A alegria esteve na estação da primavera. O surfista de Ubatuba, Filipe Toledo, conquistou seu bicampeonato mundial, sendo o sétimo do Brasil na história. Ele conquistou o título derrotando o australiano, Ethan Ewing, em torneio realizado na Califórnia. 

Outubro banha o Oriente Médio de sangue, em conflito histórico

É outubro e, para a alegria dos aficionados em tecnologia digital, o Google liberou o tão esperado Android 14 para todos os usuários, que estava disponível desde fevereiro, apenas em fase beta. 
Um dia após sofrer ataques do Hamas, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, declarou guerra ao grupo e os ataques seguiram. Já no dia 11 do mês, a cidade de Manaus (AM) foi classificada como uma das cidades com “pior qualidade do ar no mundo”, devido à grande quantidade de fumaça provocada por queimadas. O Rio Negro, um dos principais do estado do Amazonas, teve sua pior seca em mais de 120 anos, atingindo a marca de 13,59 metros.

Tragédia atinge Pantanal em novembro

Novembro anuncia o fim do ano, e uma tragédia no Pantanal. Nos 20 primeiros dias do mês, o bioma teve 3.957 focos de calor, cerca de nove vezes maior que a média para o mês nos últimos 25 anos, que é de 422 focos de calor. No mês também, a produção de petróleo e gás natural bateu novo recorde no Brasil, atingindo a marca de 4,698  milhões de barris de óleo equivalente por dia (boe/d) sendo 3,78 milhões de barris diários de petróleo e 162,1 milhões de metros cúbicos de gás natural por dia. Entre outros fatos, o bioma Amazonas, registrou a maior queda na taxa de desmatamento de todo o ano. O levantamento foi feito pelo Imazon (Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia). 

Morte de cacique em dezembro demonstra os riscos no Brasil

Dezembro chegou e o calendário 2023 vai se encerrando, mas fatos marcaram esse mês. No dia 21, o cacique Lucas Santos Oliveira, de 31 anos, do povo Pataxó Hã-hã-hãe, foi assassinado quando retornava da cidade de Pau Brasil, no extremo sul da Bahia, para a aldeia Caramuru Catarina Paraguassu. 
Como já alertou o poeta, o tempo não para. Finda um calendário, outro se abre e tudo começa outra vez. O bom, é que individualmente ou no coletivo, como na canção do Rei Roberto Carlos, cada pessoa ao brindar a despedida de 2023 e a chegada de 2024, pode se identificar com o verso “Se chorei ou se sorri, o importante é que emoções eu vivi.”   
 
 

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