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Segurança

Aquidauana fecha 2023 com redução em casos de violência  

Dados constam do levantamento estatístico da Sejusp

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O ano de 2023 deixou muitas marcas em diversos setores da sociedade e uma delas é o de segurança pública. Trabalhos de combate ao crime são intensos pelos órgãos de polícia e Justiça, mas os índices em algumas regiões preocupam pelo crescimento estatístico ou podem causar certo alívio, por apresentar uma redução em algumas ocorrências.
Aquidauana, que teve no ano de 2023 momentos de tensão por parte da população, por conta de algumas ações de bandidos, que quebravam portas de estabelecimentos comerciais para furtar, em ações praticadas durante a madrugada, o que levou muita tensão aos moradores.

Diante desses casos, a Justiça, através das polícias militar e civil, reforçou a forma de atuar e garantiu a segurança da população, que pode terminar 2023 com redução de crimes em relação a 2022. Como exemplo, é possível citar os casos de tentativa de homicídio que, de acordo com estatísticas apresentadas pela Sejusp (Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública), no ano passado, em Aquidauana, foram 12 ocorrências desse tipo, contra 17 em 2022. A tentativa de homicídio é uma prática criminosa que costuma ser frequente numa sociedade, e Aquidauana teve redução nesse delito.

Os meses com o maior índice de tentativa de homicídio no município, foram janeiro e maio, ambos com três registros. Já nos meses de março, junho, julho, setembro e novembro, não aconteceram nenhum tipo de crime com essa característica em Aquidauana, segundo o levantamento da Sejusp.
O crime de latrocínio, que é roubo seguido de morte, teve uma redução considerável. No ano de 2023, a cidade de Aquidauana foi afetada por um crime com essa característica, no mês de julho. Já no ano de 2022, o registro contabilizou 11 casos.

Homicídio doloso também apontou para uma redução significativa.

Em 2023 ocorreu um crime com essa característica, no mês de setembro, enquanto em 2022 foram sete ao longo de todo o ano.    
As ações ostensivas das polícias civil e militar inibiram o porte de arma de fogo e puderam reduzir também a apreensão desse material, sinalizando que menos pessoas estavam armadas na cidade.

Em 2022, os registros de apreensão dessa ferramenta revelam 26 casos enquanto que em 2023 foram 24. Pessoas que foram consideradas desaparecidas e posteriormente localizadas pela polícia, mantiveram-se equiparadas. Foram 17 registros para ambos os anos. Também se mantiveram estabilizadas pelo levantamento da Secretaria de Justiça, para Aquidauana, crimes como Estelionato que em 2022 foram 130 registros de ocorrência e 2023 com 139. Estupro foi outra prática de estupro que se manteve sem oscilação e índice elevado. Em 2023 aconteceram 47 estupros no município e, em 2022 foram 26 casos.    

Aquidauana sem feminicídio por dois anos consecutivos  


Uma prática criminosa recorrente no Brasil, o feminicídio, que já colocou Mato Grosso do Sul, como a Unidade da Federação com o maior índice dessa prática de violência em 2022, o levantamento da Sejusp sobre os registros de violência em geral no Estado, aponta que a cidade de Aquidauana, passou os anos de 2022 e 2023 sem registrar um caso de feminicídio. O que revela que o município não contribuiu para essa estatística negativa tanto para o Estado quanto para o Brasil. Os últimos levantamentos para essa prática de delito, registrados oficialmente, revelam os números para o Brasil de feminicídio para o primeiro semestre de 2023, quando o Brasil já havia contado 722 mulheres assassinadas por essa prática. 
O feminicídio é um delito bárbaro como todo outro crime, mas as características que motivam essa prática, faz com que qualquer número seja ele um único registro, revela a covardia do ato, e sendo apenas um registro deve ser considerado assustador como dado estatístico. 
Nesse caso, a cidade de Anastácio registrou 2 crimes com essa característica, no decorrer do ano de 2023 em um único registro em 2022; Nioaque contou com uma ocorrência no ano passado em nenhum feminicídio em 2022. A cidade de Corumbá, fronteiriça ao Paraguai, perdeu duas mulheres para esse tipo de delito no ano passado e também havia perdido outras duas em 2022. Já Bonito foram 3 em 2023 e outros 3 em 2022. 
Entidades que se dedicam ao trabalho de defesa da mulher estão em levantamento para ainda neste semestre apresentar para a sociedade os números dos casos de feminicídio no Brasil em todo o ano de 2023.
As estatísticas apresentadas a cada ano à sociedade, levada a todos pensarem em novas políticas que busquem reprimir e penalizar de maneira mais severa o assassino de uma mulher, principalmente crime de feminicídio, um delito caracterizado pelo menosprezo ou discriminação à condição de mulher.

Outras cidades e seus respectivos índices  

Outras cidades de Mato Grosso do Sul, que tiveram seus dados levantados pela Sejusp (Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública), mostram o comportamento de ações criminosas e suas variações que contribuem para um aumento de índices de violência.
A vizinha Anastácio apresentou certo equilíbrio em alguns crimes conforme aponta o levantamento da justiça e também redução. Para furto, por exemplo, o gráfico revela que no ano passado o município teve 225 casos, enquanto no ano 2022 foram 256. Nos delitos de violência doméstica, Anastácio registrou em 2023 o número de 153 ocorrências, enquanto no ano anterior foram 152.  Já as transgressões de apreensão de cocaína em 2023 ocorreram 32 vezes, enquanto no ano de 2022 os registros somaram 31 delitos.
Tráfico de drogas foi outro tipo de crime que a polícia conseguiu atuar e manter em certo equilíbrio. No ano de 2023 houve 54 registros de repressão e no ano anterior, as ações contra esse tipo de crime registraram 50. Outro trabalho da força de segurança na região, que revelou resultado positivo foi para pessoa considerada desaparecida. Em 2023, sete pessoas foram localizadas pela polícia após seu desaparecimento. Em 2022, somaram seis pessoas.  

Corumbá registra aumento de casos de violência doméstica

Em Corumbá, os registros de violência doméstica tiveram um número elevado em 2023 e fecharam o ano com 988 casos, enquanto 2022 encerrou com 944. Outros crimes que apresentaram alta nos números de ocorrências em 2023 em relação ao ano anterior, em Corumbá, foram, por exemplo: estelionato; homicídio doloso; apreensão de arma de fogo; latrocínio e tráfico de droga.  
Bonito é outra cidade onde a violência oscila entre os anos de 2022 e 2023. Entre as que apresentaram maior alta no ano passado, está violência doméstica, que teve 174 casos, sendo 22 registros a mais que os 152 do ano anterior. Outros delitos que apresentaram uma elevação nas ocorrências de 2023 em relação ao ano de 2022, estão, estelionato 70, com quatro casos a mais; estupro 19 e tráfico de drogas 18 ocorrências.  
A cidade de Nioaque apresentou entre outros aumentos de prática criminosa, o de violência doméstica. Para essa infração houve um aumento de 12 registros. Em 2022 foram 57 casos e no ano passado 69 ocorrências. Outros delitos que apresentaram elevação nos registros estão: estelionato, 45 casos, estupro com 22 no ano passado contra 15 casos de 2022. A apreensão de arma de fogo somou 8 registros, com dois ou mais que as 6 ocorrências registradas em 2022. Já lesão corporal com morte e roubo seguido de morte, foram duas categorias de delitos que em 2023 a cidade de Nioaque não registrou ocorrência para esse crime.      
   


 

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