Mais de 300 focos de incêndio foram registrados na região do Pantanal
As chamas continuam queimando o Pantanal na Serra do Amolar, e aumenta a preocupação de todos além dos esforços incessantes das equipes de combate dos focos.
Apesar da chuva sobre alguns pontos da Serra do Amolar, no Pantanal sul-mato-grossense, na quinta-feira (1°), não foi suficiente para conter as chamas que atingem a região há uma semana. A Polícia Militar Ambiental de Corumbá, trabalha investigando a causa dos 19 novos focos de incêndio, que já consumiu cerca de 2,4 mil hectares.
Para o Instituto Homem Pantaneiro, que trabalha na preservação do Pantanal, alguém teria colocado fogo no pasto e as chamas acabaram saindo do controle.
A luta travada pelas equipes dos bombeiros, segue intensa na preocupação de não deixar que área de reflorestamento, com 25 mil mudas plantadas na região no ano passado, seja atingida.
Em um mês mais de 300 focos já foram contabilizados
Segundo informações do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), retiradas de imagens de satélite, o ano começou preocupante para o bioma. Conforme o Instituto, somente em janeiro deste ano foram registrados mais de 310 focos de incêndio na região pantaneira, número expressivo se comparado aos 21 registrados no mesmo período do ano passado. Técnicos do Instituto SOS Pantanal, outra entidade que também atua na região focada na preservação e proteção do Pantanal, esse cenário preocupa ainda mais porque, é nesta época que ocorre a cheia no bioma.
Bombeiros de MS mobilizam aeronaves e equipes para controle de incêndios - Divulgação
Avião com três mil litros de água no combate às chamas
Para reforçar o combate ao fogo, um avião Air-Tractor pertencente ao Imasul (Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul) atua na Serra do Amolar. O modelo tem capacidade de transportar até 3 mil litros de água para áreas de difícil acesso.
Com a aeronave, os bombeiros estão realizando voo de reconhecimento na região para definir os locais que vão receber o lançamento de água.
As equipes reconhecem que a área do incêndio é de difícil acesso e por isso o trabalho aéreo é importante nas ações de combate, uma vez que pelo rio, o acesso está interrompido por conta dos camalotes e baceiros (vegetação flutuante que pode aglomerar-se de tal forma que cria pequenas ilhas que impedem o acesso a corixos ao longo do Rio Paraguai).
O trabalho das equipes do corpo de bombeiros militares começou no último dia (30), na região da Serra do Amolar. Nessa ocasião, uma chuva que atingiu a área ajudou para reduzir os focos, de onze para seis. Apesar de todos os esforços, mais de 1.500 hectares na Serra do Amolar tinham queimado. Na última quarta-feira, as equipes de campo identificaram locais com fumaça e realizaram atuação direta para reconhecimento da área. Em todo o Pantanal, conforme o Painel do Fogo, neste primeiro mês do ano foram registrados 115 eventos de fogo, enquanto no ano passado foram 28 registros.
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