Meio Ambiente
Presença de felinos em áreas urbanas e rodovias é reflexo da sobreposição entre território humano e habitat natural
O recente registro de uma onça-pintada cruzando a rodovia Ramão Gomes, que liga Corumbá à Bolívia, reacendeu o debate sobre a convivência com a fauna pantaneira. A cena, registrada por moradores, pode parecer surpreendente à primeira vista, mas não é rara na região. Segundo especialistas, o avistamento desses animais é cada vez mais comum devido à expansão das áreas urbanas sobre o território natural dos felinos.
“O encontro com uma onça nos lembra que estamos no coração do Pantanal, um território compartilhado entre humanos e grandes predadores. Nossa estrada corta o habitat natural dela”, afirma o pesquisador Diego Viana, que atua no estudo da fauna pantaneira.
No vídeo divulgado nas redes sociais, é possível observar o animal caminhando próximo à vegetação ribeirinha. “Ela vinha pela margem do rio, entre áreas de mata, tentando atravessar”, explica Viana.
Como agir em caso de avistamento
Diante de encontros com onças-pintadas, a orientação é clara: mantenha a calma, reduza a velocidade e não tente se aproximar. A recomendação é válida tanto para motoristas quanto para moradores de áreas próximas à mata.
Além disso, a PMA (Polícia Militar Ambiental) reforça a importância de comunicar imediatamente qualquer avistamento à corporação ou ao Corpo de Bombeiros. O objetivo é monitorar a presença dos animais e garantir a segurança da população e da fauna.
Diego Viana também alerta para a importância de proteger os animais domésticos.
Educação ambiental e turismo consciente
Para Viana, o aumento desses avistamentos deve ser visto não apenas como um alerta, mas também como uma oportunidade de educação ambiental e valorização do turismo sustentável.
“As onças, sim, podem representar risco em determinados contextos. O avistamento pode ser transformado em uma ferramenta para aprender, educar e fortalecer o orgulho pantaneiro”, afirma.
O pesquisador defende ainda que cidades como Corumbá e Ladário têm potencial para se tornarem exemplos de convivência responsável com a fauna, desde que haja apoio do poder público, sinalização adequada e programas de conscientização contínua.
Para o pesquisador, sinalizar as áreas de avistamento, investir em educação ambiental e envolver a população são passos fundamentais. Moradores têm um papel essencial nesse processo de coexistência.
FIQUE ATENTO
Exames ocorrem nos dias 8 e 15 de novembro e mais de 5 milhões de inscritos devem estar atentos às orientações do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).
PERIGO
Fogo atingiu um compartimento de aproximadamente seis metros quadrados. Ação rápida das equipes impediu que as chamas se espalhassem para outras áreas do estabelecimento. Não houve vítimas.
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