Geral
Fenômeno atinge máxima atividade até a quinta-feira
Um espetáculo celeste está previsto para iluminar os céus do país nesta semana: a chuva de meteoros Orionídeas atinge seu pico de atividade entre as noites desta terça (21) a quinta-feira (23), com visibilidade excelente em todo o território nacional. O fenômeno poderá ser observado a olho nu, especialmente entre a meia-noite e o amanhecer, desde que o céu esteja limpo e longe de luzes artificiais.
De acordo com o astrônomo Dr. Marcelo De Cicco, coordenador do Projeto Exoss — parceiro do Observatório Nacional (ON/MCTI) —, a Orionídeas é uma das chuvas mais impressionantes do calendário astronômico. Os meteoros são rápidos, brilhantes e costumam deixar rastros luminosos duradouros no céu. As partículas entram na atmosfera a velocidades de até 66 km por segundo, provocando verdadeiros riscos de luz.
O nome da chuva vem da constelação de Órion, próxima à estrela Betelgeuse, ponto onde os meteoros parecem se originar — embora possam cruzar o céu em qualquer direção. O radiante (ponto de origem visual dos meteoros) é visível em todo o país, com ligeira vantagem para observadores das regiões Norte e Nordeste.
A observação deste ano será especialmente favorecida pela Lua Nova, que estará apenas 2% iluminada e se põe cedo. Isso garantirá céu escuro durante toda a noite, condição ideal para acompanhar o fenômeno. Sob essas condições, será possível observar entre 15 a 20 meteoros por hora, dependendo da qualidade do céu.
Fragmentos do cometa Halley
As Orionídeas são formadas por detritos do famoso cometa Halley, que cruza o Sistema Solar a cada 75 ou 76 anos. Ao entrar na atmosfera terrestre, esses fragmentos queimam devido ao atrito com o ar, produzindo os riscos de luz que chamamos de meteoros. A Terra atravessa essa trilha de poeira espacial todos os anos, entre os dias 2 de outubro e 12 de novembro, com pico nesta semana.
Esse mesmo cometa é responsável por outra chuva anual: as Eta Aquáridas, observadas em maio.
Como observar
Não é necessário telescópio ou qualquer equipamento especial. Basta encontrar um local escuro e afastado da poluição luminosa urbana, com o céu limpo. Quanto menos luz artificial, mais chances de visualizar o espetáculo. Apagar as luzes ao redor e deixar os olhos se acostumarem com a escuridão por alguns minutos também ajuda a melhorar a observação.
Além do encanto: importância científica
Além de encantar observadores em todo o mundo, as chuvas de meteoros têm grande valor científico. O estudo dos detritos espaciais ajuda pesquisadores a entender a formação do Sistema Solar e permite que missões espaciais ajustem seus sistemas de proteção contra colisões com partículas cósmicas.
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