Paralisação
Determinação busca assegurar funcionamento mínimo dos serviços; paralisação começou na quinta-feira, após impasse nas negociações
Publicado em 14/09/2026 às 17:00
Correios informaram que acionaram um plano de continuidade de negócios para reduzir os impactos da paralisação / Joédson Alves/Agência Brasil
O TST (Tribunal Superior do Trabalho) determinou que os Correios mantenham 80% do efetivo de trabalhadores durante a greve da categoria, iniciada na última quinta-feira (10).
De acordo com informações da Agência Brasil, a decisão foi proferida no sábado (12) pelo presidente do TST, ministro Vieira de Mello Filho, após a estatal recorrer ao tribunal para garantir o funcionamento mínimo dos serviços. Os Correios consideram a greve abusiva.
O ministro entendeu que os serviços prestados pelos Correios são essenciais e que a paralisação pode causar impactos, inclusive, no processo eleitoral de 2026.
“A atividade essencial desenvolvida pela suscitante se agiganta em face dos compromissos assumidos com entes públicos e privados relacionados ao pleito eleitoral de 2026, cujo período de campanha encontra-se em curso, o que agrava os impactos à sociedade do movimento paredista”, afirmou Vieira de Mello Filho.
Os trabalhadores entraram em greve em busca da aprovação do acordo coletivo de trabalho 2025/2026. Os sindicatos da categoria também contestam o modelo de reestruturação da estatal, que prevê medidas como fechamento de agências e redução de distritos postais.
A categoria afirma, ainda, que não pode ser responsabilizada pela situação financeira dos Correios.
Segundo a Findect (Federação dos Trabalhadores dos Correios e Telégrafos e das Empresas de Comunicações), a greve foi deflagrada após as negociações da campanha salarial terminarem sem acordo.
A federação afirma que os trabalhadores buscaram uma solução negociada, mas a empresa manteve sua posição em relação a temas considerados fundamentais pela categoria. Entre os principais pontos de impasse está o plano de saúde destinado a trabalhadores, aposentados e familiares.
Em nota, os Correios informaram que acionaram um plano de continuidade de negócios para reduzir os impactos da paralisação e preservar o fluxo de entregas.
Entre as medidas adotadas estão a mobilização de empregados administrativos para apoiar as atividades operacionais, o remanejamento de veículos e a realização de mutirões para manter o fluxo logístico.
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