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Apimentada, lingüiça faz sucesso e vai virar patente

Expectativa é comercializar a 'Lingüiça du João' nos supermercados e hipermercados sul-mato-grossense.

Juliana vem de Maracaju para comprar a linguiça vendida no Jardim das Mansões / foto: Marycleide Vasques

Nos últimos anos, uma lingüiça produzida na Jardim das Mansões, na região do Jardim Pioneiros, na saída para São Paulo, vem fazendo sucesso na Capital. Com fama a altura da tradicional lingüiça de maracaju, o produto vai virar marca registrada neste ano. A expectativa é comercializar a “Lingüiça du João” nos supermercados e hipermercados sul-mato-grossense.

A fama do produto até atravessou o oceano Atlântico. Uma consumidora adquiriu o a famosa lingüiça apimentada, produzida em três versões (forte, média e suave), para levar para França. “Não entendia nada do que ela falava, mas ela levou para a França”, afirmou o comerciante João Joanone Pedreiro, 40 anos, às gargalhadas.

Ele afirmou que produz em torno de 2 mil quilos da famosa lingüiça por mês, 10 vezes mais quando começou, há quase 10 anos. Com oito funcionários, ele atende clientes de vários regiões da cidade e até do País. “Vem gente do Brasil inteiro”, comentou João, agora empresário e com oito funcionários.

Início – O empreendimento começou quando João largou o emprego de oito anos como açougueiro num mercado da região. Com 21 anos de idade, abriu a própria casa de carne. A idéia de fazer a lingüiça própria começou a pedido dos consumidores, que pediam a caseira e rejeitavam a industrializada.

Há cerca de 10 anos, ele teve a idéia de começar a produzir a lingüiça com bastante pimenta. De uma produção modesta de 200 quilos por mês, a fama se espalhou na propaganda boca a boca.

Quase uma década depois, o novo açougue, denominado Kon Carnes, funciona em um amplo e moderno espaço. As regras de produção da lingüiça estão de acordo com as exigidas pela Vigilância Sanitária.

Consagrado, o empresário decidiu registrar a patente da “Lingüiça du João”. O objetivo é comercializa-la nos estabelecimentos comerciais da Capital e do interior. E para manter este sucesso, o açougueiro que virou empresário faz questão de preparar o tempero da lingüiça e acompanhar a produção pessoalmente.

Viagem – Consumidores chegam a “viajar” para comprar a lingüiça apimentada. “Eu atravesso a cidade para comprar”, contou o engenheiro civil Conrado Stefanini, 32 anos, que reside na região do Parque dos Poderes. “É uma das melhores”, comentou. Há três anos, após acatar indicação de amigos, ele compra a lingüiça na versão suave e com queijo.

Já o pedreiro Edílson Bento, 53, vai do Bairro São Conrado, na saída para Sidrolândia, até o Jardim das Mansões, para implementar o churrasco de fim de semana com a “Lingüiça du João”. “É muito boa”, comentou. Ele compra o produto há 10 anos. “Desde quando era uma casinha de tábua”, comentou.

Até mesmo moradores de Maracaju, cidade a 160 quilômetros da Capital e responsável pela produção de famosa lingüiça, não resistiram a fama do produto. A bancária Juliana Tacca, 26, confessou que sempre compra a vendida por João. “Experimentei e achei muito boa”, contou, confessando que ainda não experimentou a famosa “lingüiça de Maracaju” para fazer o comparativo.

História – João Pedreiro é natural de Nova Andradina. Ele chegou em Campo Grande em 1977, quando aos oito anos, começou a trabalhar como servente de pedreiro com o pai, que era construtor.

Aos 13 anos de idade, começou a trabalhar no açougue de um mercado no Conjunto Universitário. Aos 21 anos de idade, decidiu ter o próprio açougue. Aos 30 anos, a pedido dos clientes, começou a produzir a lingüiça caseira.

Com o tempo, tentou a versão apimentada, que faz sucesso até hoje. Na mais nova versão, também produz a lingüiça com queijo, outro sucesso entre os clientes.

Serviço – A “Lingüiça du João” é vendida na Kon Carnes, localizada na Rua Ana Luíza de Souza, 1.914, no Jardim das Mansões, na saída para São Paulo.

O quilo da lingüiça custa R$ 10,99.

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