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Brasileiro pode ter nova nota do real no bolso a partir de 20 de maio

Troca ocorre em ambiente econômico estável e visa mais segurança e comodidade

Algumas notas da nova família do real já poderão vir a fazer parte da vida dos brasileiros a partir do próximo dia 20 de maio. Fontes ouvidas pelo R7 disseram que o Banco Central estuda a introdução do novo dinheiro entre o dia 20 de maio e a primeira semana de junho.

Pela programação do Banco Central, divulgada no início de fevereiro, as novas notas de R$ 100 e R$ 50 deveriam ser distribuídas no primeiro semestre; as de R$ R$ 20 e R$ 10, no segundo semestre deste ano; e as de R$ 5 e de R$ 2 só em 2012.

O Brasil já passou por outras trocas, mas em contextos diferentes. As novas cédulas de real são diferentes das anteriores - mas ainda são cédulas de real. Entre meados da década de 80 até 1994, quando foi introduzido o real, o brasileiro teve que se acostumar com notas que perdiam zeros, mudavam de nome e surgiam em períodos em que o país passava por planos de estabilização que não funcionavam.

Desta vez, o dinheiro continua o mesmo, sendo apenas uma troca “de moeda”, e não “da moeda”. É mais de uma mudança rotineira e em busca de mais segurança e conforto no manuseio do dinheiro, segundo o professor de finanças da FEA (Faculdade de Economia e Administração) da USP (Universidade de São Paulo) Keyler Carvalho Rocha.

- Trata-se de uma troca do papel moeda, que é o documento que representa o valor monetário. Nos Estados Unidos circulam notas velhas e novas. A moeda americana, o dólar, que foi renovado recentemente, não era segura, era mais fácil de falsificar.

Segundo ele, as novas notas de real também vão ser mais seguras: como terão tamanhos, cores e figuras diferentes, será mais difícil falsificá-las, além de facilitar também o manuseio do dinheiro para cegos e analfabetos.

O Brasil chegou a fazer troca da moeda em períodos de alta inflação. Em 1990, por exemplo, quando o índice de preços rondava os 2.000% ao ano, substituiu o cruzado novo pelo cruzeiro.

- No passado a inflação era muito alta, fazia a moeda perder muito valor – que então era dividido por cem, ou mil, e fazia-se uma nova nota. O novo dinheiro é mais seguro e mais confortável para se identificar; os cortes de zeros eram a forma de evitar que o dinheiro se tornasse pouco prático.

O dinheiro no Brasil é distribuído e recolhido pelo Banco do Brasil, que é o custodiante do meio circulante - ou seja, é a instituição responsável pela distribuição de cédulas e moedas para o público e os bancos, como instrumento para fazer pagamentos.

O Banco do Brasil é, assim, o fiel depositário dos recursos que ficam à disposição do Banco Central - controla a produção de dinheiro no país -, e a distribuição desses recursos é feita através de uma rede de 2.577 agências custodiantes, que atendem à rede de bancos comerciais do país.

As cédulas e moedas que os brasileiros têm no bolso são fabricadas pela Casa da Moeda, uma empresa pública, que atende o Banco Central. A fábrica de cédulas da Casa da Moeda tem capacidade para produzir cerca de 2 bilhões de unidades por ano, operando em 2 turnos de trabalho. As matérias-primas, por sua vez, como tintas, papéis e outras, são fornecidas por empresas nacionais.

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