Embora algumas pessoas neguem, mas Aquidauana parece que está predestinada a ser mesmo a cidade do "JÁ TEVE". A Colônia de Férias da Associação Comercial poderá ser o mais novo exemplo.
Construída na década de 80 quando era presidente o falecido empresário José Rodrigues dos Anjos Filho e tesoureiro o comunicador Luiz Carlos da Silva Benitez, o coordenador foi o também falecido Nelson Borges de Barros, então presidente da Associação Comercial de Campo Grande e da Federação de Associações do Estado. A criação dessa Colônia de Férias foi inspirada na Colônia da Associação de Campo Grande, hoje uma verdadeira potência referência turística de Campo Grande.
A instalação da Colônia de Férias foi dificílima, conforme afirma o ex-tesoureiro Benitez mas teve o empenho da diretoria da época e a felicidade em encontrar uma área com ótima localização, de fácil acesso e localizada à beira do rio Aquidauana.
Desde então todas as diretorias que passaram pela Associação Comercial, administradora dessa Colônia de Férias, tiveram à sua época, dificuldades, mas cada uma delas conseguiu manter e acrescentar obras e atividades a essa Colônia de Férias.
Hoje possui uma estrutura invejável, embora a freqüência de associados não seja grande, por falta principalmente de iniciativas. A propósito, a comemoração do Dia do Trabalhador tem na Colônia de Férias uma referência com a presença em 1º de Maio de milhares de pessoas, todos os anos.

Diretoria quer vender
A venda dessa Colônia de Férias é uma realidade. Contudo, as opiniões se dividem até dentre os diretores.
Depois de uma reunião a diretoria conforme apurou a reportagem decidiu pela venda da Colônia. A alegação é de que provoca prejuízos todos os meses. Com o dinheiro da venda, pretende a diretoria adquirir outra área e construir um prédio que possa ser utilizado para cursos e outras atividades, gerando receita para a entidade.
Fala-se também em dívidas trabalhistas contraídas pela Colônia de Férias que devem ser quitadas.
Legalidade da venda
A reportagem ouviu ex-diretores da Associação Comercial que se manifestaram também contrários à venda. Todos eles acreditam que a Colônia está com dificuldades, como aliás, sempre esteve. Mas sempre foram contornadas.
Alegam esses ex-diretores sobre a legalidade da venda. A Associação Comercial sempre foi a administradora da Colônia mas o patrimônio pertence aos associados desse local de lazer e não aos associados da Associação.

Portanto alegam esses ex-diretores que a venda deve ser decidida por esses associados da Colônia que possuem títulos, pagam as mensalidades e portanto são os legítimos proprietários. Essa é uma questão que deve ser devidamente discutida.
Embora castigada pela seca que atualmente cobre nossa região, conforme também apurou a reportagem, o patrimônio da Colônia de Férias está preservado. Os campos de futebol; as quadras de areia; o parque aquático conservado; os quiosques - a limpeza (quase como à época do funcionário "seo" Lázaro). Somente a beira do rio Aquidauana é que deixa a desejar. Portanto a Colônia não está abandonada e o seu pleno funcionamento é uma questão de iniciativas.
A venda desse patrimônio, se efetivada, será um ótimo negócio para quem adquirir. Por outro lado será um prejuízo irreparável para a categoria dos comerciantes e comerciários, mas principalmente aos associados, e uma falta de respeito aos diretores que até se expuseram financeiramente para instalar essa Colônia de Férias.
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