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Hospital que atende indios comemora 47 anos

Os serviços são 100% voltados à população indígena

Quando em primeiro de março de 1963 os líderes da Missão Evangélica Caiuas, tendo a frente o Rev. Orlando Andrade Bonfim e Loide Bonfim, fundaram o Hospital e Maternidade Indígena Porta da Esperança, certamente foram motivados pela expressão de um conhecido cântico: Opa mba'e-rehe nde pu'aka, que traduzido para o português expressa a fé de que em Deus tudo é possível.

Em culto solene, realizado entre as árvores do pátio central da instituição de saúde, nesta sexta feira (05), líderes religiosos, médicos, funcionários, pacientes e convidados celebraram seus 47 anos de fundação. Na liturgia, o Rev. Benedicto Troquez, que desde 1961 serve à Missão Caiuás, contou um pouco de sua história. Depois de um momento de louvor congregacional, o Rev. Antonio Balbino Martins, capelão do Hospital Evangélico, compartilhou mensagem com base em texto do profeta Jeremias, destacando a importância de trazer-se à memória, nessas celebrações, referências de esperança como a bondade de Deus.

"Existe uma convicção de que o trabalho do Hospital e Maternidade Porta da Esperança é muito bom", diz Cristiane Souza, da etnia Caiuá, destacando a dedicação dos seus profissionais. Sua opinião reflete o resultado de pesquisa feita entre os pacientes, segundo a qual há um índice de satisfação de 72% em relação ao atendimento feito pela equipe técnica. Sob a direção do fisioterapeuta Esdras Augusto Hossri de Oliveira, esta equipe é composta de um biomédico, um coordenador administrativo, um dentista, três enfermeiros, um farmacêutico-bioquímico, um fisioterapeuta, um nutricionista, três médicos, outros plantonistas e estagiários do curso de medicina da UFGD.

Além do Hospital e Maternidade, com 74 leitos credenciados pelo SUS, o HIPE possui o Centro de Recuperação Nutricional, o Centrinho, que atende os casos de desnutrição infantil que estavam assolando as aldeias de Dourados. No Boletim do Hospital observa-se que o Centrinho substituiu a antiga Unidade de Tratamento de Tuberculose, criada em 1979, pois os pacientes desta enfermidade não precisam mais ficar no isolamento.

O Hospital e Maternidade Porta da Esperança atende nas especialistas de clínica médica, obstetricia, pediatria e recuperação de desnutrição, com serviços 100% voltados à população indígena. Os atendimentos incluem internações, ambulatório, Raio X, ultrossonografia e atendimento odontológico. De janeiro de 2009 a janeiro de 2010 foram efetuados 617 atendimentos odontológicos, 988 consultas, 28 partos, 584 exames laboratoriais, 10 atendimentos fisioterápicos, 71 exames de Raio X e 114 de ultrassonografia.

"Quem conhece a história do HIPE sabe que ela reflete o amor e dedicação de inúmeras pessoas, de todo o Brasil e até do exterior, pela causa indígena", observa Antonio João Palhano, que prestigiou a solenidade cúltica. Segundo o diretor administrativo do Hospital, seu maior desafio é que os pacientes saiam curados e com esperança no coração, depois de serem atendidos por seus serviços. Uma missão que, apesar de difícil, considerando-se os problemas da saúde pública no país, está sendo cumprida.

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