X
Geral

Juiz ouve reclamações sobre comida azeda e falta de colchões em presídio

Presos também já encerraram a greve de fome; mulheres acampadas em frente ao local também se retiraram dali

Campo Grande News

Problemas como entrega de comida azeda para os 550 detentos que cumprem pena na Penitenciária de Regime Fechado da Gameleira e falta de colchões para todos que estão ali foram relatados para o juiz corregedor Fernando Cury durante a visita realizada por ele ao presídio, na tarde desta sexta-feira (19).


Cury foi escoltado por policiais do Batalhão de Choque da PM (Polícia Militar), que não precisaram realizar o trabalho de pente-fino para encontrar objetos que possam ter entrado ilegalmente na unidade prisional.

"A situação está tranquila lá dentro. Ouvi as reivindicações e eles reclamaram qda falta de colchões. Realmente faltam alguns e a Agepen vai providenciar já na semana que vem. Eles também falaram que há problemas com comida azeda algumas vezes. Isso vamos averiguar com a empresa para solucionar", explica Fernando Cury.

O juiz frisa que não há superlotação no presídio, que conta com celas com capacidade para seis presos. "Há cama para todos ali e o clima agora é calmo", destaca. Após a visita de Cury, as mulheres que estavam em frente à Gameleira acampadas também decidiram ir embora. Hoje, 22 mulheres ficaram no local.

A manifestação foi iniciada por faccionados ao PCC (Primeiro Comando da Capital), descontentes com várias situações no presídio, inaugurado em 2019 e conhecido como 'Supermáxima' pelo maior rigor e dificuldade na entrada de objetos.

Antes da visita do juiz, pela manhã, três defensores públicos foram até o local, após ficarem sabendo das suspeitas de violação dos direitos humanos. Conforme o defensor Cahue Duarte será averiguado as denuncias de tortura, má qualidade da alimentação e falta de atendimento médico, por exemplo.

Ontem (18), quatro advogados foram até a penitenciária para conversar e ouvir as reivindicações do grupo grevista, recebendo um "dossiê", como explicou o advogado Paulo Macena à reportagem do Campo Grande News.

O documento seria protocolado hoje na comissão de Direitos Humanos da seccional local da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil). A greve de fome também foi encerrada após seis dias e enfraquecimento, com a redução dos integrantes.

Deixe a sua opinião

VEJA TAMBÉM

ÚLTIMAS

Polícia

Polícia Civil prende suspeitos de latrocínio em Ribas do Rio Pardo

Taxista foi assassinado e Corolla levado para Campo Grande

Esporte

Quadra poliesportiva da Donária recebe reforma completa em Bonito

Projeto Futuros Talentos inaugurou espaço

Voltar ao topo

Logo O Pantaneiro Rodapé

Rua XV de Agosto, 339 - Bairro Alto - Aquidauana/MS

©2024 O Pantaneiro. Todos os Direitos Reservados.

Layout

Software

2
Entre em nosso grupo