22 de setembro de 2020
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Milho: Produção recorde pode não acontecer

31 JUL 2007 - 09h14min
sato comunicação

A previsão de que as exportações brasileiras de milho em 2007 batam recordes tanto em volume quanto em receita podem não se concretizar. O mais provável é que a safra não atinja os almejados 7,5 ou 8 milhões de toneladas, ou então que os preços fiquem abaixo do esperado. Essa análise é do vice-presidente da Bolsa Brasileira de Mercadorias (BBM), Carlos Dupas.


Para Dupas, esse desaquecimento do mercado tem como causa principal o aumento da oferta mundial do grão. "Os Estados Unidos produziram entre 325 e 330 mil toneladas. A nossa expectativa era de que esta produção fosse menor. Além disso, aqui no Brasil e na Argentina a produção também aumentou, o que acabou resultando neste excedente".


O vice-presidente a Bolsa analisa que a quantidade de etanol produzida nos Estados Unidos - esperança dos produtores rurais brasileiros para o aumento do consmo do grão - também foi menor que a esperada, assim como a demanda pelo produto naquele país. "O reflexo disso é que o milho está sendo comercializado hoje a R$ 13,50 a saca de 60 kg, ou seja, abaixo do preço mínimo estabelecido pelo governo que é de R$14,00", afirmou Dupas.


Mato Grosso do Sul
Os reflexos do mercado internacional do milho acertaram em cheio os produtores brasileiros e consequentemente o sul-mato-grossense. O proprietário da Safra Corretora, Siloé Rodrigues de Oliveira, afirma que a mesma situação está sendo verificada no Estado. "A produção de milho em Mato Grosso do Sul normalmente é alta, frente ao consumo. Neste ano a produção da safrinha chegou a 2 milhões de toneladas e o consumo não passou de 1,1 milhão de toneladas. A CONAB já tinha um estoque de aproximadamente 300 mil toneladas, portanto temos um excedente da ordem de 1,2 milhão de toneladas do grão", calcula Oliveira.


Ele acrescentou também que há duas semanas seguidas o governo federal não realiza os lelões Pepro (Prêmio Equalizador Pago ao Produtor) e PEP (Prêmio para Escoamento de Produção). "Sem estes dois instrumentos que têm a função de 'secar' o excedente de produção, a tendência é que o preço caia ainda mais", analisou o corretor.


Efeito positivo
Por outro lado, ainda segundo Oliveira, é provável que essa super-oferta de milho no Estado e no País tenha um reflexo positivo nos custos das cadeias produtivas da avicultura e suinocultura. "Como o milho é a principal fonte de proteína utilizada na alimentação desses animais é provável que se verifique uma queda nos preços das rações, que não deixa de ser uma boa notícia para os produtores que se dedicam a essas atividades", finalizou.

 

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