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No fim do ano, aumentam fraudes nos serviços bancários pela internet

Cartões clonados, transtornos em série. "Usei em uma loja e o banco me ligou avisando que o cartão tinha sido clonado", reclama o bioquímico Jailson Alves.


Mais de 32 milhões de brasileiros fazem transações bancárias pela internet, número que obrigou as instituições financeiras a investir R$ 3 bilhões em segurança somente no ano passado.


O prejuízo com a ação das quadrilhas especializadas chega a R$ 500 mil por ano. Os cálculos são da Federação dos Bancos e da Polícia Federal, que acabam de fechar um convênio para tornar a investigação mais eficiente. As instituições financeiras vão repassar relatórios semanais das ocorrências à polícia e com o cruzamento de informações será possível fechar o cerco aos bandidos.


Um único banco público foi alvo de milhares de ataques. Quase 50 mil inquéritos foram abertos em um ano por causa de fraudes eletrônicas. Os casos, que eram tratados isoladamente, agora podem ser incluídos na Rede Nacional de Dados e investigados de forma mais coordenada, já que muitos golpes são praticados pela mesma quadrilha.


"A partir de agora nós vamos instaurar no máximo 100 inquéritos por ano, com uma quantidade muito maior de informação. Esperamos conseguir alcançar se não a totalidade, 90% das quadrilhas nos próximos dois anos", calcula o chefe da Divisão de Crimes Cibernéticos/PF Carlos Eduardo Sobral.


Para o professor do Instituto de Computação da Unicamp, Renato Dahab, o mais importante é não abrir e-mails suspeitos: "Clique aqui para ver o seu prêmio, clique aqui para ver as fotos de alguém conhecido. E 99% dessas mensagens estão oferecendo alguma coisa inesperada".


A dica para transações mais seguras pela internet fica no canto direito da tela. "Tenha certeza de que em sites de banco, sites de compra você vai ter o cadeadinho ali aparecendo, fechadinho. O site é conhecido do navegador, então a probabilidade é muito alta de fazer uma transação segura", diz o professor.


Em cinco anos, 1.044 pessoas foram presas acusadas de crimes eletrônicos. Mas o índice de condenações é baixo.

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