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Obreiros de frigoríficos rejeitam 6% e podem entrar em greve

Os trabalhadores em frigoríficos de Rochedo, Porto Murtinho, Iguatemi, Coxim e Itaquiraí, representados pela base do Sindmassa-MS, deverão aprovar indicativo de greve nas assembléias a ser realizadas nas próximas semanas. Donos de frigoríficos e representantes do Sindmassa-MS não chegaram a um acordo sobre o novo piso salarial que deverá ser pago a categoria referente a convenção coletiva de trabalho 2010/2011.

Na segunda rodada de negociação, ocorrida no dia 15 de março de 2010,
a bancada patronal apresentou uma proposta de reajuste de aémas 6%
linear para todos empregados e um piso salarial de R$ 540,60 para
trabalhadores do setor frigorífico, acrescentando apenas R$ 30, 60
centavos acima do salário mínimo oficial.

Na primeira rodada de negociação, os patrões propuseram apenas 4,25%
de reajuste, referente a inflação do período de fevereiro de 2009 a
fevereiro de 2010. Mesmo assim, a direção do Sindmassa-MS rejeitou a proposta patronal e fizeram uma contraproposta de R$ 582,00 de piso salarial, o que representa um reajuste no piso de 14,2% e mais
reajuste linear de 8,5% para os demais trabalhadores. Na avaliação dos dirigentes do Sindmassa-MS o valor é possível de ser incorporado pelas empresas tendo em vista a lucratividade crescente no setor, comprovada por estudos do Dieese (Departamento Intersindical de Estudos Sociais e Econômicos) apontando fusões e aquisições no setor, participação do BNDS (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) no quadro societário ou por meio de financiamento subsidiado, empurrado pelo crescimento do consumo da carne, abertura das exportações, incentivo fiscal e o controle da febre aftosa. “Temos que agregar o selo de qualidade de vida a carne produzida e beneficiada em Mato Grosso do Sul”, salientou o dirigente.
O Secretário Geral do Sindmassa-MS, Fábio Alex Salomão, esclareceu
aos representantes patronais que não poderia admitir um retrocesso
nas negociações salariais, colocando de lado avanços como o pagamento
de horas-extras por folgas semanais, sem remuneração, pois a entidade
já havia reduzido o percentual proposto inicialmente, de 14% de
reposição, na tentativa de fechar a convenção coletiva de trabalho.
“Em nenhuma hipótese a classe trabalhadora aceita trabalhar horas
extraordinárias e não receber”, salientou.
Sem apresentar nenhuma possibilidade de melhorar o índice apresentado
inicialmente e sem nenhuma contrapropostas às cláusulas sociais
apresentadas na minuta de reivindicações, a direção do Sindmassa-MS
considerou esgotada a possibilidade de negociação e propôs uma
terceira rodada de negociação, pré agendada para dia 01 de abril,
na sede do SICADEMS (Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Carne
e Derivados de Mato Grosso do Sul).
Os diretores do SINDMASSA/MS decidiram também encaminhar consulta aos
trabalhadores nas unidades de Itaquiraí, Coxim, Rochedo, Porto
Murtinho e Iguatemi sobre possibilidade de instauração de dissídio
coletivo de trabalho no Tribunal regional do Trabalho da 24° Região,
caso não haja possibilidade de acordo na próxima rodada de negociação.
Os trabalhadores do Setor reivindicam também a implantação de PLR
(Participação nos Lucros e Resultados) com multa de R$ 350 pelo
descumprimento da cláusula, obrigação do empregador custear despesas
com tratamento de acidente de trabalho e doença ocupacional, redução
da jornada trabalho para 40 horas semanais e o fim do trabalho aos
sábados.
A segunda rodada de negociação teve duração de 4 horas, tendo inicio
às 14h00 e término às 18h30. Participaram da banca representando os
trabalhadores os diretores Odair Romero, de Porto Murtinho, Carlos
Calves, de Rochedo, Fabiani Santos de Iguatemi, Carlos Roberto de
Coxim e Fabio Bezerra.

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