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Municípios

Presidente da Assomasul destaca importância da manutenção do ponto facultativo de Carnaval

Preocupação do dirigente municipalista é com o grau de contaminação em todo Estado

Valdir Júnior durante entrevista na Assembleia / Edson Ribeiro

O presidente da Associação dos Municípios de Mato Grosso do Sul (Assomasul) e prefeito de Nioque, Valdir Júnior (PSDB), destaca a importância da manutenção do ponto facultativo de Carnaval  e do toque de recolher, medidas, segundo ele, essenciais para evitar eventuais aglomerações e o aumento da contaminação do novo coronavírus no Estado.

“Essa definição é importante porque foi tomada com base em critérios científicos. Parte dos prefeitos decidiu aguardar o governo estadual para tomar localmente a decisão sobre a manutenção do ponto facultativo. É importante ponderar que, independente da decisão do Estado e dos municípios, a população precisa manter os cuidados e evitar aglomerações”, disse o presidente da Assomasul em entrevista ao portal oficial do Governo do Estado.

A preocupação do dirigente municipalista é com o grau de contaminação em todo Estado, conforme os boletins divulgados diariamente pela Secretaria de Estado de Saúde. De acordo com a pasta, Mato Grosso do Sul registrou na quarta-feira (3) mais 783 exames positivos para a Covid-19. No total, são 163.003 sul-mato-grossenses que foram infectados pelo vírus.

Na quarta-feira, o governador Reinaldo Azambuja prorrogou por mais 15 dias o toque de recolher nos 79 municípios, mas manteve o ponto facultativo do feriado de Carnaval.

Com isso, continua proibida a circulação de pessoas no período das 22 horas às 5 horas, exceto em razão de trabalho, emergência médica ou urgência inadiável.

A decisão, segundo o ato do governador, vale para todo o Estado, mas não impede que os municípios fixem toque de recolher com horários ainda mais rigorosos.

Com relação ao ponto facultativo de Carnaval, o governador explicou que os servidores públicos ativos representam menos de 2% da população, que um eventual cancelamento seria ineficiente no enfrentamento da pandemia e que o funcionalismo não pode ser penalizado.

“Você não pode tomar uma atitude de 47 mil pessoas em um universo de 2,8 milhões. Fica muito parecendo que são os funcionários públicos os culpados pelas aglomerações e não é isso. O ponto facultativo já é uma tradição. Às vezes, as pessoas já têm um planejamento de vida para o Carnaval. O que nós não podemos ter são as aglomerações. E elas não são feitas só pelos funcionários públicos, mas por todos que, muitas vezes, não têm a consciência”, disse Reinaldo Azambuja.

O governador destacou ainda que, mesmo com o início da vacinação, a população precisa manter os cuidados para evitar a proliferação do vírus, como o uso das máscaras de proteção e o distanciamento social.

Conforme calendário publicado no dia 18 de dezembro de 2020, são pontos facultativos em razão do Carnaval os dias 15 e 16 de fevereiro, além do dia 17 até às 13 horas, em razão da Quarta-feira de Cinzas.

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