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Incentivo

Projeto incentiva comercialização de produtos do agroextrativismo do Cerrado e Pantanal

Nesta sexta, 18, e sábado, 19, serão entregues cestas de produtos do agroextrativismo. A ação conta com a participação e apoio do grupo formado por professores, técnicos e acadêmicos da Faculdade de Ciências Farmacêuticas, Alimentos e Nutrição (Facfan), da Faculdade de Educação (Faed) e do Instituto de Biociências (Inbio) da UFMS; em conjunto com parceiros como Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural (Agraer), Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz-MS), Central da Comercialização da Economia Solidária (CCES) e União das Cooperativas da Agricultura Familiar e Solidária (Unicafes)

“Fruto das articulações com as comunidades, as cestas agroextrativistas apresentadas são os resultados dos conhecimentos ancestrais em conjunto a ciência moderna; que tem o objetivo de fortalecer e salvaguardar as nossas florestas em ressonância com a vida mais sabia e mais harmônica”, comenta o professor da Faed Alejandro Lasso. As cestas são resultado de um dos objetivos do projeto de extensão Agroextrativismo sustentável: compartilhando saberes e práticas culturais locais, que conta ainda com recursos provenientes de emenda parlamentar proposta pelo deputado federal Vander Loubet. “São várias ações que procuram articular e sistematizar experiências de agroecologia, agrofloresta e agroextrativismo no MS. Dar apoio às ações de uso da biodiversidade dos biomas Cerrado e Pantanal, como modos de processamento, agroindustrialização, agregação de valor, comercialização, organização das comunidades e seus sistemas produtivos e agroextrativistas”, explica.

Entre as cestas que podem ser encomendadas estão: cesta de beleza bioflora, com máscaras de argila, jatobá e baru, óleo de bocaiúva e de copaíba e ema terena; cesta de taboca terena, com granola, farinhas de bocaiúva,jatobá e acuri, cappuccino de jatobá, castanha de cumbaru; kit Furnas do Dionísio, com farinha de mandioca, rapaduras, açúcar mascavo e melado; e xarope de jatobá, que auxilia no fortalecimento dos pulmões e aumento da imunidade. “Os produtos são desenvolvidos pelas comunidades de Miranda e Jaraguari: Núcelo SerVir a Vida, aldeias La Lima e Mãe Terra e Furnas de Dionísio”, fala o professor. “O xarope de jatobá inclusive está tendo boa aceitação e comercialização, além de estar sendo utilizado no tratamento dos indígenas que foram contaminados com o coronavírus”, ressalta a professora da Facfan Raquel Campos.

De acordo com Raquel, a equipe desenvolveu várias ações durante o ano, apesar das limitações impostas pela pandemia da Covid-19. “Nessas comunidades realizamos diversas oficinas, eles também tiveram contato com os livros da Coleção Saberes, da professora do Inbio Ieda Bortolotto. Inclusive por meio deste projeto conseguimos publicar os volumes seis e sete da coleção, que tratam sobre farinhas de frutos nativos e doces cristalizados e geleias. Muitos produtos já eram desenvolvidos nas comunidades, então procuramos auxiliar no aprimoramento da produção, boas práticas na manipulação e na apresentação dos produtos para comercialização. “Vamos disponibilizar também vídeo-oficinas sobre baru, guavira, bolo de jatobá, no canal do Youtube. Para 2021, já temos programadas lives para janeiro e fevereiro organizadas pela Agraer e pela professora Ieda. Os detalhes iremos divulgar em breve”, destaca a professora.

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