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Saúde

Raio-X portátil acelera diagnóstico e vigilância da tuberculose em presídios

O equipamento, compacto e transportável em uma mala, opera de maneira ágil, possibilitando a realização de até 150 radiografias em um único dia

As equipes seguem monitorando e tratando os casos identificados, com acompanhamento contínuo mesmo após mudança de regime ou retorno à comunidade / Governo de MS, Arquivo

A Secretaria de Estado de Saúde (SES) de Mato Grosso do Sul tem fortalecido a vigilância e o diagnóstico precoce da tuberculose no sistema prisional com o uso de raio-X portátil, tecnologia que permite realizar exames de imagem diretamente dentro das unidades penais. A iniciativa, que integra o programa “Mais Saúde Prisional em Foco”, ampliou a capacidade de triagem e reduziu o tempo para identificação de casos, essencial para interromper a cadeia de transmissão em ambientes de alta vulnerabilidade.

O equipamento, compacto e transportável em uma mala, opera de maneira ágil, possibilitando a realização de até 150 radiografias em um único dia, sem a necessidade de deslocar os internos para unidades externas de saúde. A ferramenta tem sido utilizada em ações integradas que incluem também testagem rápida para HIV, hepatites B e C, sífilis, consultas médicas e odontológicas e vacinação.

Segundo a gerente de Saúde do Sistema Prisional da SES, Martha Goulart, a tecnologia elevou o padrão de vigilância. “Quanto mais rápido identificamos um caso, mais eficiente é o tratamento e maior é a proteção para toda a população privada de liberdade e para os trabalhadores do sistema”, destacou.

A estratégia conta com uma parceria de mais de dez anos entre a SES e pesquisadores da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) e da Fiocruz/MS, no âmbito do projeto “Tuberculose nas Prisões”, coordenado pelos professores Mariana Croda e Júlio Croda. De acordo com a Dra. Mariana, o risco de contrair tuberculose no ambiente prisional chega a ser mais de 30 vezes maior do que em outros grupos vulneráveis, devido a fatores como aglomeração, desnutrição e uso de substâncias.

Além do raio-X, o diagnóstico é complementado pela coleta de escarro, analisado pelo Laboratório Central de Saúde Pública (LACEN) e pela UFMS com teste de alta sensibilidade, capaz de detectar a doença mesmo antes do surgimento de sintomas, com resultado em até quatro horas.

Dados recentes apontam que o Instituto Penal de Campo Grande (IPCG) e o Instituto Penal Jair Ferreira de Carvalho (Máxima) concentram as maiores incidências da doença no estado, somando cerca de 4,5 mil internos. As equipes seguem monitorando e tratando os casos identificados, com acompanhamento contínuo mesmo após mudança de regime ou retorno à comunidade.

A adoção do raio-X portátil representa um avanço na política de saúde prisional do estado, aliando tecnologia, pesquisa e ação integrada para enfrentar uma doença que historicamente atinge com maior gravidade populações em situação de confinamento.

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