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Rio Aquidauana continua subindo; mais de 40 famílias foram desalojadas

Toda a atenção das cidades de Aquidauana e Anastácio está voltada ao nível do rio que continua subindo e atingiu no início da tarde de hoje a marca de 8,75 metros.


Devido ao grande volume de água, diversas localidades das duas cidades já se encontram inundadas, como a "Prainha de Anastácio", um dos principais atrativos turísticos do município.



Uma grande operação coordenada pela Prefeitura Municipal de Aquidauana em conjunto com o Corpo de Bombeiros e 9° BE Cmb, estão retirando as famílias ribeirinhas que tiveram suas casas atingidas pelas águas. As regiões do Baixadão e Ilha dos Pescadores, no Bairro Guanandy foram as mais afetadas.



Segundo o Corpo de Bombeiros de Aquidauana, as águas deverão subir ainda mais pela grande quantidade de água que ainda cai no percurso do rio. A coorporação afirma que vem recebendo muitas solicitações de resgate via 193 e também pessoalmente pela proximidade das instalações do Corpo de Bombeiros com as residências atingidas.



No município de Anastácio, as operações neste momento são para o deslocamento das crianças e móveis da SOME - Sociedade Missionária Ebenézer. O local abriga cerca de 25 crianças e adolescentes e seu prédio sofre grande risco de alagamento.


Grande parte das famílias que precisaram sair de suas residências estão sendo levadas para escolas Rotary Club e Cândido Mariano. Outra parte está sendo encaminhada para a casa de familiares.


Este foi a caso da senhora Rosália Macedo, de 63 anos de idade. Moradora há 2 anos de uma casa alugada próxima ao Rio Aquidauana, nunca tinha enfrentado uma enchente. Logo que percebeu a proximidade da água na noite de ontem já começou a fazer a retirada dos móveis de casa com a ajuda de seus familiares. Ela está hospedada na casa do filho desde esta manhã.


Com uma experiência maior no cenário, a viúva Dionízia de Jesus Brito, de 71 anos, se diz acostumada com enchentes. Ela reside há 40 anos na rua João de Almeida Castro bem perto da Ponte Velha com mais 12 pessoas.


Mesmo com tantas dificuldades, Dionízia diz não querer mudar do local. "Foi lá que criei meus filhos, netos e agora vou criar meus bisnetos", afirma. Sua casa foi inundada na noite de ontem e hoje pela manhã a água já estava acima do joelho. Ela foi a primeira família a chegar na Escola Rotary Club e no final desta tarde já a fazem companhia mais 3 famílias.


De acordo com Rafaela Guerra, integrante da Gerência de Desenvolvimento Social e Economia Solidária, as famílias estão recebendo todo o auxílio necessário como alimentação, material de limpeza, colchões e cobertores. "A Prefeitura Municipal já fez o encaminhamento de cestas básicas para o acolhimento de todas estas pessoas e disponibilizou cozinheiras para o preparo dos alimentos. Tudo isso para tentar amenizar o sofrimento dessas famílias", explicou.


Muitos comerciantes também calculam os prejuízos com a cheia do Rio Aquidauana. Eles reclamam que além da água, o lixo depositado irregularmente pela população das costas do rio dificulta a situação. "O cheiro é insuportável e corremos o risco de proliferação de doenças. A população precisa se conscientizar", concluiu o comerciante que não quis se identificar.


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