Cortes atingem, principalmente, equipes de recursos humanos e recrutamento; medida repercute globalmente e reacende debate sobre o futuro do trabalho nas big techs
Mudança ocorre poucas semanas após alterações na estrutura de liderança da Uber / Rafael Henrique/SOPA Images/LightRocket via Getty Images
Foi anunciada pela Uber, nesta semana, uma ampla reestruturação interna que resultará na demissão de centenas de funcionários em diferentes áreas corporativas. A informação, inicialmente divulgada pela agência Bloomberg, repercutiu em veículos de comunicação de diversos países, chamando atenção para mais uma rodada de ajustes promovida por uma das maiores empresas de tecnologia e mobilidade do mundo.
Segundo destacado pela companhia, os cortes se concentram, principalmente, na divisão responsável por recursos humanos, contratação de talentos e relacionamento com funcionários. A redução corresponde a cerca de 23% da chamada área de Pessoas, percentual que representa menos de 1% do quadro global da empresa.
A mudança ocorre poucas semanas após alterações na estrutura de liderança da organização. Com a saída da diretora de gestão de pessoas, as atribuições do setor passaram a ser supervisionadas por uma nova executiva, que justificou a reformulação como parte de uma estratégia para tornar os processos internos mais integrados e ágeis.
Embora o anúncio tenha gerado especulações sobre o impacto da inteligência artificial no mercado de trabalho, a plataforma negou qualquer relação direta entre os desligamentos e a adoção de ferramentas automatizadas. Ainda assim, especialistas observam que o avanço tecnológico vem acelerando transformações em departamentos administrativos de grandes corporações, especialmente nas funções voltadas ao recrutamento e à gestão de equipes.
O episódio também reacendeu discussões sobre o cenário vivido pelas gigantes do setor digital. Desde o início do ano, dezenas de empresas ligadas à inovação, software e serviços online anunciaram enxugamentos em suas estruturas, em um movimento associado à busca por redução de custos, aumento de produtividade e adaptação a novas demandas do mercado.
Apesar da repercussão, a Uber destacou que segue investindo em áreas consideradas estratégicas para o futuro do negócio. Entre as prioridades estão iniciativas relacionadas à mobilidade autônoma, inteligência artificial aplicada aos serviços e expansão de operações em mercados internacionais.
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