Novidade
Projeto foi criado por alunos de informática e apresentado na Semana de Ciência e Tecnologia do IFMS
A criação de um aplicativo para o controle da devastação do Pantanal foi apresentado durante a Feciaq (Feira de Ciências e Tecnologia de Aquidauana) que ocorre nesta segunda e terça-feira (17) durante a Semana de Ciência e Tecnologia do IFMS (Instituto Federal de Mato Grosso do Sul).
Projeto criado por estudantes de Informática do 4º período, Ingrid Vasconcelos e Almir Gabriel dos Santos Teixeira, sob a orientação do professor Leandro Magalhães de Oliveira, tem como principal objetivo desenvolver um aplicativo com mapas que informam o exato momento e o local onde está ocorrendo a degradação.
Eles pretendem democratizar a informação da sustentabilidade de preservação do pantanal de MS. Com um simples toque no aplicativo, o estudante, o ambientalista ou o cidadão comum é levado ao local da devastação.
“As principais causas da devastação do Cerrado são os avanços das queimadas e a retirada de suas matas para a utilização do solo na agropecuária. A área de sua ocupação original configura-se, hoje, como o principal local fornecedor de grãos do Brasil, com destaque para a soja, que é voltada, principalmente, para o mercado externo”, ressalta Ingrid Vasconcelos.
Para o jovem estudante Almir Gabriel dos Santos Texeira “Tal processo ocorreu graças aos avanços dos sistemas de cultivo, que permitiram a instalação de lavouras em locais antes considerados pouco propícios, pois os solos do Cerrado são muito ácidos”.
Os jovens pesquisadores acreditam na possibilidade de conscientizar as pessoas para a preservação do ecossistema Pantaneiro, pois com o uso do aplicativo a população poderá fazer denúncias sobre degradação.
Processo erosivo acelerado x invasão de animais
Os estudantes acreditam que a expansão desordenada e rápida da agropecuária, com a utilização de agroquímicos, remoção da vegetação nativa nos planaltos para implementação de lavouras e de pastagens, sem considerar a aptidão das terras, além da adoção de práticas de manejo e conservação de solo e destruição de habitats, são fatores que aceleraram os processos erosivos nas bordas do Pantanal.
Ainda segundo os estudantes, este é mesmo motivo da invasão de animais nas cidades de Mato Grosso do Sul, especialmente nas cidades pantaneiras. Os criadores ressaltam que com o aplicativo o “dia dos degradadores do pantanal estão contados”.
O Pantanal
Por sua grande importância, o Pantanal foi decretado Patrimônio Nacional, pela Constituição de 1988, e Patrimônio da Humanidade e Reserva da Biosfera, pelas Nações Unidas, em 2000.
Em Aquidauana no ano de 1989 a Câmara Municipal de Aquidauana encaminhou um documento ao Secretário Nacional do Meio Ambiente Dr. José Antônio Kroeff Lutzenberger solicitando que o Pantanal de Mato Grosso do Sul se torna-se Patrimônio Genético Brasileiro com objetivo de barrar ações que ensaiavam implantar usinas de álcool no Pantanal.
O pantanal é conhecido como “reino das águas”, o bioma é detentor de uma das maiores áreas úmidas continentais do planeta. Possui uma área de 624.320 km², aproximadamente 62% no Brasil, nos estados do Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.
Segundo a Embrapa, “nas últimas três décadas, o Pantanal vem sofrendo agressões pelo homem, praticadas não somente na planície, mas principalmente nos planaltos adjacentes.”
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