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Paralisação nacional

Fronteira entre Bolívia e Corumbá amanhece fechada após convocação de greve geral

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A segunda-feira na Bolívia começou com ruas vazias e comércios fechados. Isso por conta de uma greve nacional por tempo indeterminado que foi convocada por setores sindicais e transportadoras. A fronteira entre Corumbá e o país vizinhou está fechada no momento para veículos e só podem cruzar a ponte pessoas que estiverem a pé.

Por todo o país foram observados bloqueios de vias públicas e estradas. As ações são uma forma de repúdio contra a aprovação da lei 1.386 pelo Executivo nacional. A medida permite ao governo investigar o patrimônio de qualquer cidadão sem ordem judicial e foi aprovada junto de outras propostas sem consenso ou socialização pelo Movimento ao Socialismo (MAS) na Assembleia Legislativa Plurinacional (ALP), em Santa Cruz de La Sierra.

Pelas ruas de Santa Cruz, o que se vê é apenas tráfego de bicicletas (Foto: Guider Arancibia/El Deber)

Outra lei que ajudou a exaltar os ânimos dos bolivianos contra o governo é a de número 342 do Plano de Desenvolvimento Econômico e Social (PDES) 2021-2025. Prefeitos e gestores de universidades sustentam que isso viola os níveis de autonomia e de planejamento realizados por essas entidades.

O protesto nacional teve adesão de outros setores da população, incluindo profissionais da saúde, motoristas de ônibus e movimentos indígenas – que trazem reivindicações adicionais. O transporte público não está funcionando e, como consequência, quase todas as lojas e instituições estão sem atendimento. As exceções são órgãos ligados ao Estado, que ignoraram as medidas previstas pelos manifestantes e continuam de portas abertas.

Momento em que manifestante foi contido e preso por policiais em Cochabamba (Foto: Reprodução/Internet)

De acordo com o presidente da Comissão Cívica da Santa Cruz, Rômulo Calvo, as ações do presidente Luis são consideradas arbitrárias e precisam ser enfrentadas. “Temos um compromisso com a população boliviana, nos unimos a esta greve pela liberdade e justiça do povo boliviano. O governo quer intimidar trazendo militares, o povo de Santa Cruz não vai permitir. Vamos defender a liberdade e a democracia deste povo”, enfatizou.

Segundo informações do portal de notícias boliviano El Deber, há um forte contingente policial nas ruas do país desde a noite de ontem. O trabalho das forças de segurança tem sido principalmente o de limpar as vias e liberar o trânsito de veículos. Na estrada para La Guardia, dois homens que estavam sentados ao lado de um ponto de bloqueio no quilômetro 6 foram presos; já no quilômetro 13, foi necessária a utilização de uma escavadeira para retirar pedras e entulhos que foram depositados na pista pelos manifestantes.

Em Cochabamba, o clima é ainda mais tenso e foram observados confrontos entre policiais e a população. Entre muitos empurrões e gritos, ao menos duas pessoas foram detidas.

Abaixo, confira algumas imagens da paralização:

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