"Ele lutou até o fim", disse a mãe do garoto que estava em coma
Rayani Santa Cruz
Publicado em 06/08/2022 às 13:00
Atualizado em 10/09/2026 às 14:17
A família de Archie Battersbee, o garoto de 12 anos que foi protagonista de uma batalha legal contra médicos no Reino Unido, perdeu na Justiça e os aparelhos que mantinham o garoto vivo foram desligados neste sábado (6). Archie estava em coma em um hospital do Reino Unido.
Conforme o g1, ele sofreu uma lesão cerebral e ficou em coma. "Um garotinho tão lindo, e ele lutou até o fim", disse a mãe dele, Hollie Dance.
Acompanhada pela família do lado de fora do Royal London Hospital, na Inglaterra, ela disse que era "a mãe mais orgulhosa do mundo".Ela e o pai dele, Paul Battersbee, perderam uma série de disputas judiciais nas quais eles tentaram mantê-lo em suporte de vida, com os aparelhos funcionando.
Internado
Archie estava internado desde que foi encontrado inconsciente na casa dele, na cidade de Southend-on-Sea, em 7 de abril. Sua mãe diz que acredita que ele estava participando de um desafio na internet quando ficou inconsciente. Ele nunca acordou desde que foi internado e especialistas dizem que testes não mostraram atividade cerebral discernível.
Recurso na Suprema Corte
A família de Archie Battersbee perdeu seu recurso na Suprema Corte do Reino Unido, que tentava evitar que os aparelhos que mantinham o menino respirando fossem desligados pelo hospital.
A Justiça britânica já havia decidido que o hospital poderia desligar os aparelhos, mas a família tentava evitar esse resultado com mais um recurso - que também foi negado.
Médicos do Royal London Hospital, em Londres, onde o garoto estava internado, disseram à Justiça que Archie sofreu danos cerebrais devastadores e que era "altamente provável" que ele já havia sofrido morte cerebral - e que o desligamento dos aparelhos seria a melhor opção para o menino.
(Archie era mantido vivo por aparelhos. Foto: Hollie Dance/PA Wire)
Ainda segundo o g1, a decisão que autorizou o desligamento dos aparelhos havia sido dada no dia 11 de julho pelo juiz Hayden. Ele disse, com base nos relatórios médicos, que continuar o tratamento seria "fútil" e que serviria "apenas para prolongar sua morte, sendo incapaz de prolongar sua vida".
Advogados que representam o Barts Health NHS Trust disseram ao juiz que Archie sofreu uma lesão cerebral "devastadora". Eles argumentaram que o suporte de Archie por aparelhos era "um fardo", "contrário à dignidade" e "eticamente angustiante" para os médicos que o tratavam.
Os pais de Archie argumentaram que o tratamento deveria continuar enquanto seu coração estivesse batendo. Eles foram apoiados pela organização Christian Legal Center na tentativa de conseguir na Justiça que os aparelhos fossem mantidos em funcionamento. Mas, não tiveram sucesso.
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